Rego minha vida com poesia
Com palavras tão belas
Porém sempre frias
Dos tristes dias de inverno
Repletos de agonia
Rego minha vida com poesia
Com palavras simples
Porém carregadas de alegria
Dos dias quentes de verão
Repletos de alegria
Rego minha vida com poesia
Com palavras e rimas
Que descrevem meu dia a dia
Seja de paz ou agonia.
Rego minha vida com poesia
Com poesias que descrevo minha sina
De amar
De amor
Poesias que dizem o que sou .
Então Rego minha vida com poesia
Que traduz o que mais sentia
Ao longo dos meus dias
Rego-me com poesia.
Oliveira lenilson
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Ele é cheio de defeitos
Manias, sonhos
Paixões que irradiam seu dia
Ele é cheio de questões
Soluções mais sem muitas preocupações
Ele é cheio de vida
Uma dádiva divina
Que ama e ensina.
Oliveiralenilson
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Nós somos
Árvores que queimão
Esgotos que se despejam
Animais que se extinguem.
Nós somos
Peixes sem ar
Ave sem ter onde pousar
Somos manguens com fim.
Nós somos
Restinga que registe
Caatiga que persiste
Nativo que ainda sobrevive.
Nós somos
Flores sem jardim
Abelha sem necta
Ar-cor-íris sem cor.
Nós somos
Inverno sem chuva
Verão em chamas
Outono sem fruto.
Nós somos
Família sem vida
Homens sem humanidade
Animais racionais sem razão.
Nós somos
Monstros que maltratam
Capitão do Mato que decaptam
Somos feras que ferem.
Nós somos
Promessas sem valor
Atitude sem pudor
Sofrimento sem desenlace.
Nós somos
Poucos ricos e muitos pobres
Quem tem pouco é nobres
Quem tem muito é esnobe
Dividos em
Quem pode e Quem não pode.
Oliveira lenilson
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Ele é poeta
De alma aberta
Porém é criança
De alma esperta
Ele é mulato
Que o tempo maltrata
Ele é poeta
De voz trêmula
De mão calejada
Ele é poeta
De alma cansada
De cabelo enrolado
De corpo açoitado
Ele poeta poeta de alma aberta
De coração puro
Ele é poeta, poetxs poetxs...
Pois na poesia de todo mal esquece.
Oliveira lenilson
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Saudade de ser quem fui
Em um lugar que era eu,
Saudade de ser quem era eu,
Em um lugar que ninguém espera,
Saudade do salgado doce toque de teus lábios,
Saudade de tuas lágrimas de mar,
Abraçadas com o doce som de teu sonhar,
Saudade saudade.... Saudade dos mares de amar.
Oliveira lenilson
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Ele repetia
A mesma fazer todo dia
Enquanto suprimia
Em teu peito mortal agonia
O reflexo era tudo que ele via
Tua voz era tudo que ouvia.
Ele repetia
Eu tô bem
Eu vou ficar bem
Enquanto cortava os pulsos
E de tua boca saltava sorrisos
E de teu olhar aflito
Escória lágrimas, do nada um suspiro.
O reflexo turvo no espelho
Escondia de teu rosto o do desespero
A depressão era seu maior medo
e maior segredo
Tudo no reflexo do espelho.
O banheiro era seu refúgio
O espelho turvo teu abrigo
Na garganta tá preso um grito
Se agonia
Mais ele saia e sorria.
Reflexo no espelho
Desespero
Segregado
Medo
Tudo no banheiro.
Oliveira lenilson
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Jogatina um vício sem medida
Joga por mania
Joga por jogar
Joga tina
Joga por amar
Joga pra amar
Jogatina
Tina já não era mais menina
Joga menina por mania
Joga o jogo da ousadia
Joga joga tina
Já não é menina
Jovem viciada
Joga joga fora maioria
Ela é Tina não mais menina.
Oliveira lenilson
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Ele era calmo
Como brisa de primavera
Tudo transcorria
Na mais pura calmaria.
Ele era calmaria
Quem imaginava
Que em um segundo seu mundo desabaria
E do nada sem calma o encontraria.
Era tudo ao inverso
Se o universo era alegria
Dentro dele era choro e agonia
Se o universo era de paz
Dentro dele era guerra que não acaba mais.
Se no mundo lá fora era sol
Dentro dele chovia sem dó
Se o mundo era brisa
Dentro dele o tufão aterroriza
Ele só quer tudo de volta
Uma calma lá dentro da alma
Como água de Cachoeira que cai com calma
Que lava a rocha
E cria um ar-cor-íris em sua volta.
Ele sempre dizia que trocaria
Todo amor que tinha
Para acalmar seu cais
E tudo volta -se a ser calmaria.
Oliveira lenilson
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Quanta experiência
Todo dia uma penitência
Triste fica ruim pra quem pensa
Que a vida do pescador e monótona
Pois é alegre
E para quem se monta.
Todas as coisas
São prioridade
Pega o andozou
A linha.
E partir pra aventura
Velas ao vento
Face ao sol
Ser solitário
Quarto frio.
Para quem ama
Para quem é amado
Pesca é uma metáfora do pecado
Retrato do bom homem
Cheio de humildade
E fraternidade.
Oliveira lenilson
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O silêncio que grita
Uma esquecida
O silêncio que ensina
Uma árvore crescida
Uma vida que inspira
O silêncio que cura
Uma fruta madura
De uma vida de tortura
Marcada por tanta rachadura
De tantas fala
Que na falam
O silêncio que liberta
Uma ave na gaiola
De portas abertas
O silêncio
Grita
Inspira
Da vida
O silêncio que grita.
Oliveira lenilson
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