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Chapéu Preto

@jornadeiro · desde 2022

Talvez um poeta.

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Fim do primeiro arco de Manchas Disformes

Olá terráqueos, aqui é o chapeludo. A alguns dias eu comecei a série "Manchas Disformes", que tem como proposta ser uma série narrativa dividida em arcos. O primeiro já encerrou, e estou preparando o segundo. Enquanto isso, queria saber o que vocês acharam (ou entenderam) da história. Abacadraba

Manchas Disformes-O5

Seus olhos eram um espelho. . . . Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero seratãofácilmudaromundoair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu querlembradamúsica?o sair daqui. Eu quero sair daqui. Essa coisa me olha. Eu não gosto dela. Eu quero sair daqui. Essa coisa me olha. Eu não gosto dela. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quespelhosero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daespelhosqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero s

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Manchas Disformes-O4

~`~`~`~|~`~`~`~`~`~`~`~`~`~`~~`~ _-__-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_- As manchas disformes dançam, e a garrafa e seus moradores viram bruma, indo para lá. Me enfureço, mas elas me circulam e voltam para cá. Vejo a garrafa, a serpente e o pássaro, mas não vejo a bebida amarela, pois o pássaro a tomou. Seus olhos são rasos e fundos como uma piscina repleta de monstros ancestrais. Coisas, criaturas, poemas sobre o escuro, mas porque eu temeria o escuro, se é de dia que o sol me queima? Ele, a coisa de pena, segura as tripas da serpente, onduladas como ela, uma dama de olhos oblíquos, e se expulsa da garrafa, com suas garras e presas. Essa coisa me olha. Eu não gosto dela. Eu quero sair daqui.

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Manchas Disformes-O3

Whisky? Eu não sei, mas parece feita de alguma coisa morta, mas limpa o suficiente para não ser enterrada. É circular, alongada, suas paredes parecem divertidas de rabiscar, mas não sei se conversam tão bem. Dentro há coisa essa saída de carne que pinga que bate amarela. Há também uma cobra, não muito simpática, será que fuma? Suas escamas retas e afiadas contrastam com as penas redondas e maternas da pequena modesta encolhida, ave. Eles parecem brigar.

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Manchas Disformes-O2

':;'*':;!:'*"':;!'"*:;!;:;!:',.;'":;*!-"*":;!?'-' ''"'*:!;*"!;:?*!;:'*!?;*!?'*" ,"'*;'!?"'"!:"*!'"!::'!?!!;'",',',","*:";! :;!:;!;;!;;::' __________________ . . Isso. Isso é bom. posso andar um pouco, para frente e para trás. O céu se divide da terra, elemental em toda mitologia, mas eu cansei de ser um deus. Sento-me em um canto, quero algo para olhar. Um ponto um, traço, uma mancha disforme. Sim, mancha disforme, tome uma forma. Uma garrafa, sim, deixe-me olhar a garrafa.

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Manchas Disformes- O1

Manchas disformes. Onde me perco, nesta cadeira, onde estou em qualquer lugar. Em lugar nenhum, todas as coisas pelas mãos de alguém com olhos tão profundos. Eu estou cansado, eu juro que estou cansado, por favor, descansem, se acalmem, não estou as renegando, apenas peço que tomem alguma forma, pelo menos um chão a qual eu possa pisar, sim, um chão seria ótimo.

A besta na xícara.

Enquanto bebo este chá, sei parecer um animal. Selvagem animal de compulsividade tamanha que me estranharia arte sair deste poço. Toca com o lábio. O avança, lábios carnudos usados como rodos; puxa; empura; puxa; empura, puxa, empura puxa empura. O faz pelo calor da bebida que é um dos motivos de sua loucura como vampiro que se alimenta da presa fria mas quem pode culpar um curitibano de querer sentir calor? É como beijo... É como crime... Beijo e crime. Crime no que se diz a hesitação, e não a culpa, como se faz na paixão platônica. É metade da xícara e ele arfa, abafa seus óculos. E como fim inevitável de talvez toda paixão, esfria o chá. Agora finca os lábios como dentes, e, como na pintura de Munch, suga, a coisa carnuda no vidro sentindo a água quente que agita seus nervos e o faz se contorcer como se em abstinência. Ele, segurando a xícara pelo corpo e não pela asa, suspira ao terminar e finaliza mordiscando o saquinho. Agora sim, pode voltar a civilização.

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Enche

Enche o copo Enche a cara Enche os olhos Enche a casa Enche a pança Enche a mente Enche a fama Enche o presente Enche a boca Enche os ouvidos Enche o bolso Se enche de comprimidos Enche o ego Enche o saco Enche o certo Enche o errado Enche o passado Enche o futuro Enche os contatos Enche o muro Enche,se enche Não preenche Enche, não pense Não preenche Não preenche... Ambulância enche Leito enche Túmulo enche Não preenche Não pense

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Livre

Nace o pássaro Nace Ícaro Nace o monstro Pia o pássaro Estuda Ícaro Mata Monstro Voa o pássaro Constrói Ícaro Predem Monstro Pousa o pássaro Prendem Ícaro Morre Monstro Voa o pássaro Constrói Ícaro Sem corpo, o Monstro Envelhece o pássaro Voa Ícaro Não mais monstro Morre o pássaro Cai Ícaro Nunca foi monstro Livre como o pássaro Livre Ícaro Livre o monstro

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Cadê essa joça?

A culpa A caneta O vazio A folha em branco Mais culpa Perde a caneta Novamente o vazio Rabisca a folha em branco Se culpa pela culpa Achou a caneta Tenta vencer o vazio Mente em branco

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