Olá terráqueos, aqui é o chapeludo. A alguns dias eu comecei a série "Manchas Disformes", que tem como proposta ser uma série narrativa dividida em arcos. O primeiro já encerrou, e estou preparando o segundo. Enquanto isso, queria saber o que vocês acharam (ou entenderam) da história. Abacadraba
Seus olhos eram um espelho.
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Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero seratãofácilmudaromundoair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu querlembradamúsica?o sair daqui. Eu quero sair daqui. Essa coisa me olha. Eu não gosto dela. Eu quero sair daqui. Essa coisa me olha. Eu não gosto dela. Eu quero sair daqui.
Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quespelhosero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daespelhosqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero sair daqui. Eu quero s
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As manchas disformes dançam, e a garrafa e seus moradores viram bruma, indo para lá. Me enfureço, mas elas me circulam e voltam para cá. Vejo a garrafa, a serpente e o pássaro, mas não vejo a bebida amarela, pois o pássaro a tomou. Seus olhos são rasos e fundos como uma piscina repleta de monstros ancestrais. Coisas, criaturas, poemas sobre o escuro, mas porque eu temeria o escuro, se é de dia que o sol me queima? Ele, a coisa de pena, segura as tripas da serpente, onduladas como ela, uma dama de olhos oblíquos, e se expulsa da garrafa, com suas garras e presas.
Essa coisa me olha. Eu não gosto dela. Eu quero sair daqui.
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Whisky? Eu não sei, mas parece feita de alguma coisa morta, mas limpa o suficiente para não ser enterrada. É circular, alongada, suas paredes parecem divertidas de rabiscar, mas não sei se conversam tão bem. Dentro há coisa essa saída de carne que pinga que bate amarela. Há também uma cobra, não muito simpática, será que fuma? Suas escamas retas e afiadas contrastam com as penas redondas e maternas da pequena modesta encolhida, ave. Eles parecem brigar.
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Isso. Isso é bom. posso andar um pouco, para frente e para trás. O céu se divide da terra, elemental em toda mitologia, mas eu cansei de ser um deus. Sento-me em um canto, quero algo para olhar. Um ponto um, traço, uma mancha disforme. Sim, mancha disforme, tome uma forma. Uma garrafa, sim, deixe-me olhar a garrafa.
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Manchas disformes. Onde me perco, nesta cadeira, onde estou em qualquer lugar. Em lugar nenhum, todas as coisas pelas mãos de alguém com olhos tão profundos. Eu estou cansado, eu juro que estou cansado, por favor, descansem, se acalmem, não estou as renegando, apenas peço que tomem alguma forma, pelo menos um chão a qual eu possa pisar, sim, um chão seria ótimo.
Enquanto bebo este chá, sei parecer um animal. Selvagem animal de compulsividade tamanha que me estranharia arte sair deste poço.
Toca com o lábio. O avança, lábios carnudos usados como rodos; puxa; empura; puxa; empura, puxa, empura puxa empura.
O faz pelo calor da bebida que é um dos motivos de sua loucura como vampiro que se alimenta da presa fria mas quem pode culpar um curitibano de querer sentir calor?
É como beijo...
É como crime...
Beijo e crime.
Crime no que se diz a hesitação, e não a culpa, como se faz na paixão platônica.
É metade da xícara e ele arfa, abafa seus óculos.
E como fim inevitável de talvez toda paixão, esfria o chá. Agora finca os lábios como dentes, e, como na pintura de Munch, suga, a coisa carnuda no vidro sentindo a água quente que agita seus nervos e o faz se contorcer como se em abstinência.
Ele, segurando a xícara pelo corpo e não pela asa, suspira ao terminar e finaliza mordiscando o saquinho.
Agora sim, pode voltar a civilização.
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Enche o copo
Enche a cara
Enche os olhos
Enche a casa
Enche a pança
Enche a mente
Enche a fama
Enche o presente
Enche a boca
Enche os ouvidos
Enche o bolso
Se enche de comprimidos
Enche o ego
Enche o saco
Enche o certo
Enche o errado
Enche o passado
Enche o futuro
Enche os contatos
Enche o muro
Enche,se enche
Não preenche
Enche, não pense
Não preenche
Não preenche...
Ambulância enche
Leito enche
Túmulo enche
Não preenche
Não pense
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Nace o pássaro
Nace Ícaro
Nace o monstro
Pia o pássaro
Estuda Ícaro
Mata Monstro
Voa o pássaro
Constrói Ícaro
Predem Monstro
Pousa o pássaro
Prendem Ícaro
Morre Monstro
Voa o pássaro
Constrói Ícaro
Sem corpo, o Monstro
Envelhece o pássaro
Voa Ícaro
Não mais monstro
Morre o pássaro
Cai Ícaro
Nunca foi monstro
Livre como o pássaro
Livre Ícaro
Livre o monstro
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A culpa
A caneta
O vazio
A folha em branco
Mais culpa
Perde a caneta
Novamente o vazio
Rabisca a folha em branco
Se culpa pela culpa
Achou a caneta
Tenta vencer o vazio
Mente em branco
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