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João

@joao1236 · desde 2020

Tudo tem um fim, e esse fim é a poesia.

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Os incautos que desnudem, Aos gritos, Outra alma novamente Com versos insuportavelmente Equivocados. Eu permanecerei em detestável silêncio.

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Hsshh

O mundo tira sua Roupa Senta no Meu colo E Chama, Olho a vida Nos olhos, Como quem, Nesses mo- Mentos, Manda.

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Jdjsjdj

Então imputou-lhe no Rosto um descargo da Mais indubitável demonstração De vida Olhou, em meados de Ausentar o ódio, A mão sangrando E percebeu Com a retina a se Endireitar, Que nem mesmo Este soco Daria altivez Ao Seu Lamurioso Reflexo, Estilhaçado, Tampouco Alteraria Seu mundo, Opaco. A vida era verdadeira, De fato, e suas mãos Sangravam a esta Verdade Mas nada se podia fazer, Nem mesmo atacar Seu mais fiel Retrato, Que alguém Um dia cravara no Seio Da existência, Que fardo...

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Escrotorioense

Pobre terno rico Na divagação do trânsito A caminho do seu mundo De mesas e planilhas

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Quarto de boca Fechada Janela de olhos Abertos Um sol indesejado Escorado na Parede, surdo Humano, na Cadeira Cansada Pensativo Todo sentido Agora não Se atreve Verve De derme Fatigada, Como a sua Ameaça de Lágrima Insegura Segura Na realidade Que desfia O quarto Ainda se Finge de Mudo Assim como Eu Largado como Roupa rasgada No mundo Obrigado a ser Humano, sentado Na cadeira Cansada, Num cômodo sem palavras, Com sol que não Escuta, Junto de um Sentido covarde, Sem coragem De se firmar.

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Aqueles Olhos

Aqueles olhos Aquela face que me consome apenas com palavras e gestos, ou será que talvez sejam aqueles olhos castanhos? Aquele olhar que me deixa completamente sem palavras. Aquele que me prende ao olhar sua face cansada. Aquele que me encanta ao ouvir você. Aquele que me deixa sem graça toda vez que sorri de canto. Ah, como eu amo seus olhos castanhos.

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O canto sorrateiro Dos pensamentos Que deixa o olho Pesado,mas atento Durante o final Da noite Escapou pelo Silêncio Que sombrea As horas Mortas Do relógio que Não tenho, do Sono Mentiroso, Que virá, Eu creio, De mãos vazias, Como sempre, Ansioso pelo Torpor Do seu cheiro No travesseiro E o último suspirar Desse dia Enfim Seguirá o rumo Até o fundo, Se esconderá Naquele que Dorme no Peito.

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Intrépido desejo De salivar ao fim Do esvaziar mais Íntimo da carne Férvidos ossos Inescrupulosos Escondendo a Vontade do músculo Pulsando Irefreavelmente Pelo gosto desagradável Da vida, que se Oculta no suntuoso Derramar Das horas. A revolta muda dos Olhos que fitam o Nada das paredes Exasperadas pela Imobilidade arde Como o fogo na Derme frágil, pede com A voracidade De quem sente A morte próxima Para que não seja O simples servo Da ordinária Manha De cada Dia.

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É sempre o medo Deixa o cabelo Coçando Cassando O pretexto Pra vida Que tudo Pode Não aceita A facilidade E remoe Enquanto Sente A Mente Incauta Bradar O Falso Perigo Que Rodeia O Ar Inocente. Há sinal Em tudo Há medo Em todos. Segue o samba Até o fim Com A Coceira No cabelo.

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Eu queria não ter medo de você. Queria poder acordar e ver o mesmo sorriso da noite passada aberto em seu rosto como se fizesse parte dele. Mas não, seu coração inalcançável, seu jeito ríspido... Me distanciam. Eu não te conheço. Não sei o que você sente, com o que você costuma sonhar à noite, quais são seus sonhos, suas vontades. Você apenas faz seu papel num teatro cuja personagem não lhe foi permitido escolher. Mas você faz bem. Eu queria ser teu filho, ter lembranças como qualquer um de uma mãe receptiva, amorosa, preocupada. Não me lembro se já ouvi alguma palavra de afeto sua. Provavelmente já... Foram tão poucas se comparadas às vezes em que você disse coisas a mim que uma mãe não deve dizer a um filho. Eu choro, você finge não ver. Tudo bem. Eu te perdoo. A vida sempre foi difícil. Mas eu, eu te amo, não como obrigação, mas como filho. ---

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