Maria
Na singularidade de seu olhar acastanhado, Maria carregava aquilo que era incapaz de ser compreendido, Quem fitava seus olhos, Não sabia se ela padecia, Ou se vivia em alegria Em seus cabelos encaracolados, Maria guardava em cada curva, Memórias passadas e anseios pelo futuro Fios que haviam sido tocados por pessoas que já se foram E que serão amaciados por quem virá Em seus pés descalços, Rachados por percorrem a dura estrada da vida, Maria tem decorado o caminho da solidão Que a fazia voejar Em seu coração, Que uma vez fora desabrochado, Maria guardava suas dores e alegrias, Penava a agonia e o regozijo alheio Em sua serene vida, Maria flutuava entre o céu e a terra, Provava do doce e do amargo, Mas sempre sendo inteiramente sua
Joel Queiroz
cara não ironicamente isso seria fácil uma poesia digna de ser apreciada numa escala MTO maior doq a que o app oferece. ficou mto bom, de verdade
isa
que alegria ler isso, muito obrigada!!