As vezes na negritude da noite
Em quanto todos apagam
Eu enfim me acendo
Me abro em carne viva
E vou me remoendo
É tanta dor bordada, é tanta casa esquecida
É tanto afeto passado
É tanta morte revivida
E então vou me desfazendo
Linha por linha
Como uma custura velha
Vou me arrancando ponto por ponto
Botões velhos caem por dor
Vou me expondo ao sacrifício
Paro de fingir quem eu sou
E se de ferro sou marcada
Me debruço de temor
E então ao fim da noite vil, me torno renascente de um corte inquisitor.
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Nada se esvaziou
Você ainda está repleta da saudade que sente
Um sentimento não se desfaz como um nó de mãos, Não tão derrepente
Ele sempre esteve ausente
Todas aquelas farsas
Ele somente dissimulava todos os risos, abraços fortes e melodias proclamadas olhando para o teto
Todas aquelas promessas de carregar o mundo com você
Era só uma máscara que se fazia inebriante naquele rosto tão perigosamente acolhedor
Você só era tão conveniente quanto aquela taça de vinho
E só não sabia que estava temporariamente nas mãos dele, assim como ela
A verdade
Nunca fora presente
Você só era uma ampulheta contando cada momento escasso entre vocês
E agora o último e único grão caiu
Junto com Aquela máscara
junto com seu choro abafado pelas paredes do seu quarto
O tempo fará a seleção natural dos que te abraçam e sentem mais que simplesmente tua carcaça de pele quente
Mente carente, pare de enxergar afeto
Onde só você sente
Tome coragem
E enfim, se ausente.
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Encontro-me me despindo de você
Estou deitada, jogada no chão da sala
Arrancando tudo de você
Sua roupa ainda está amarrotada, no cantinho que você fez morada
Já expulsei de mim teu cheiro
Já matei todo o desejo
Já me desfiz do gosto do teu beijo
Mas não, não me ausentei das memórias
Ainda estou nelas
Com você
Não me encontro aqui
Aqui se encontraram cigarros, garrafas vazias, expectativas quebradas
Aqui não se sente o fervor das tuas mãos
Aqui não se vive mais o teu abraço
Aqui morreu o silêncio mais digno de amor
Aqui? Aqui a luz do nossos corpos, se apagou
Junto do seu quarto, que me memorizou
Aqui renasceu a distância
Na qual você se jogou
Eu me encontro presa, presa ao que eternamente iremos ser
Me procuro
Mas não me encontro
Estou me despedindo de você
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Eu ainda estou aqui...quase que estática diante do nosso passado, com meus fones desajustados, esperando que os acordes arrebatadores daquelas que costumava ser nossa música, coloque meus pensamentos de volta a órbita.
Mas isso não parece acontecer, por que quanto mais eu tento me resguardar desse caos interno, com maior dimensão ele volta, me gritando na cara "se achas capaz de fugir do teu desastre interior?".
Eu não resisto, logo desisto, deixo as lágrimas se desprenderem do seu abismo interno e tomarem posse do meu rosto, elas trazem a pergunta "o que ela estaria fazendo agora?"
De certo que arrastando o caos a dentro para a vida de outro alguém _respondem em um uníssono flamejante, todas as feridas que buscam cicatrização, dentro de mim.
_amordaça essa pergunta, antes que ela te faça refém.
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Por todos esses teus clamores
Senti minha alma, latejar
Minha calma, exasperar
Cada calo meu, gritar
Para minha pulsação do teu vício afastar
Talvez não seja nesta batalha que aprenderei a não te buscar
Mas continuarei a me desgarrar, de tuas mãos a me enforcar
afrouxando as cordas de tuas mil ilusões
Me ocultando de teus olhos de mil complicações
Fugindo de tuas perigosas intenções
E só então, erotes saberá
Se quando não tentares me afugentar
Teu calor não mais me queimará
Mas me atraírá para teu cárcere
Me prendendo no ciclo de Vênus do teu amar.
- Assim se faz a fuga do frio do teu guerrear.
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Cada traço do seu corpo
Parece se Sublimar
Sua alma, não cansa de se purificar
São tão bobos meus versos
Para explicar que o universo
Detalhou tanto na perfeição de cada traço
De todos os fios dos seus cachos
Que todos os erros de todas as outras
Passaram desapercebidos ao seu olhar
Teus lábios, possuem tanto magnetismo
Que mesmo estando fechados
Neles enxergo o mais lindo sorriso
Toda faísca que se expande em mim, começa com uma risada tua
Toda felicidade minha, se inicia com um toque seu
Meus lábios, perderão a escolha de estarem imóveis
Se colocados próximos aos teus
Tua personalidade arde em minha boca
E a descrição ainda seria pouca, se falasse que tens o controle de todo meu planeta terra
Residência de luz
Que quando se expande
Não se abre
Incendeia
Arde
Se teu olhar
Se colidir com o meu
Tuas bochechas vão corar
Todo o vazio que carrego
desmoronará
Irá se deitar aos seus pés,
E se aconchegar
Levando a grande chama que se acendeu
A ferver e nos Queimar
Ao te ouvir lentamente falar
Aguardo você se despir, cada essência por trás de sua calma.
_toda arrebatadora paixão, começa com um ato de revolução.
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Me leve de volta para a noite que nos conhecemos
Me leve
Eleve o clamor do calor
Nossos corpos
Estão entorpecidos de dor
Eu preciso continuar a me anestesiar
mesclando o sabor dos seus lábios com álcool no meu paladar
Preciso sentir os calafrios dos teus braços
Preciso andar contigo pelas noites, descalço
Preciso me rebelar a cada sombra tua que me abandonar
Me jogar na insônia, me debruçar no teu mar
Me esvair na perdição da noite
Que a escuridão só se iguala a do teu olhar
Preciso me perder nas tuas insanas verdades
Preciso olhar nos teus olhos marejados, e voltar a acreditar que me afogando neles que iria te salvar
Amor, deite-se comigo e minta para mim
Preciso voltar a te amar
Preciso me entregar
Não para sentir teu gosto
Mas para me matar
E que me mate toda a vida,
para que não saiba mais te amar.
E que me arranque a falta do universo de felicidades mortas do teu olhar
_Que eu não mais possa te enxergar...V-i-d-a.
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Suas palavras são como toques
Te sinto deixar tuas marcas sob a minha pele
Te permito continuar a me torturar, com tua voz doce me pedindo para ficar
Você pode crava-las um tanto mais devagar?
Menos depressa, meu amor
É que elas ainda não aprenderam a balancear
A sintonia, não as consegue encontrar
É que elas me arrancam o sorriso ou a alma
Me arrancam arrepios ou a calma
Desse jeito, terei de arranca-las
Vou Devorar com toda calma, roubando elas de onde você nem imagina que eu irei chegar
- você me leva até o céu, apenas para me cravar tuas muralhas.
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Você nunca estará sozinho
A cada passo
Te acolho
Com os meus braços
Não mais existe, aquele afeto quebrado
Estamos fugindo do isolamento
Contando cada lamento
Revivendo
Aprendendo a lidar
Com as amarras
Que a vida usou
Para nós ligar
Não seria em vão
Tentar te puxar
Te tocar pelos vãos, da tua alma a completar
Chegue mais perto
Irei te beijar
Acariciar o cantinho da sua barba que ainda nascerá
Planejar, relapsos de vida que nem sabemos se acontecerá
Queria te elucidar
Te curar
Te resguardar
Quero te levar
Na chuva insalubre
Sua proteção arrancar
Mas te prometer
Que estarei com você
Do pôr do sol até o amanhecer
Não pensei em beijar tua boca
mas muitos isso surpreenderá
na verdade as pessoas não entenderiam a pureza de lábios que não querem se entrelaçar
A ingenuidade
De almas
Que querem se tocar
Irei apenas te escrever esse poema e me aconchegar
para te abrigar
_De qualquer frio, meu corpo irá lembrar apenas do teu corpo, que ao meu lado escolheu morar.
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Por quantos minutos eu vou manter meus olhos encarando os do meu fracasso sem você
Quantos minutos vão levar para mim correr até você
Quantas amarras serão nescessárias para me impedirem de implorar amor aos pés de quem me desatinou em um mar de dores
Você é a droga
Aquela maldita droga
A que me destrói
A que tem o poder
A que me reconstrói
Quando essa abstinência fizer eu me render, a você
Me perdoe, meu eu
O estrago estará feito
Não há reparos
Depois que a desordem entrar, que você decidir voltar
Você é a submissão, a porra da única capaz de me tirar desse nada que eu me tornei
Então você o faz
Você me tira de meio ao mar, para me lançar no meio do transbordar
Da destruição certa, que é te amar.
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