a droga que abstém os próprios estragos
Por quantos minutos eu vou manter meus olhos encarando os do meu fracasso sem você Quantos minutos vão levar para mim correr até você Quantas amarras serão nescessárias para me impedirem de implorar amor aos pés de quem me desatinou em um mar de dores Você é a droga Aquela maldita droga A que me destrói A que tem o poder A que me reconstrói Quando essa abstinência fizer eu me render, a você Me perdoe, meu eu O estrago estará feito Não há reparos Depois que a desordem entrar, que você decidir voltar Você é a submissão, a porra da única capaz de me tirar desse nada que eu me tornei Então você o faz Você me tira de meio ao mar, para me lançar no meio do transbordar Da destruição certa, que é te amar.
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