Queria viver em nossos começos,
quando todas as cores eram mais vibrantes,
quando tudo era mais doce,
e quando o som do seu nome me trazia conforto.
Onde a gente se perdeu?
Quando foi que eu voltei a me sentir vazio?
Quando foi que parei de sentir conforto
ao ouvir seu nome?
Seus "eu também te amo" não tinham significado?
Agora só me resta essa espiral vazia,
esse incômodo no meu coração dilacerado,
que nem todo o THC que consumi
consegue amenizar.
Tempo era a única coisa que tínhamos
Sinto falta do nosso começo,
mas, no fundo, eu sei a verdade impossível:
todas as coisas precisam de um fim.
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A verdade é que:
no fundo eu ainda sou uma criança assustada,
que morre de medo de ficar sozinha
Talvez estivessem certos sobre mim
Talvez eu realmente não saiba ficar sozinho
Talvez eu ainda tenha medo de ficar sozinho
Eu só queria poder sentir o calor de outro alguém
sem a constante sensação de que, subitamente,
tudo isso será tirado de mim
Eu só queria amar em voz alta
e me sentir amado também.
sem ansiedades; sem medos.
Só eu e quem eu escolhi pra estar do meu lado
A verdade é que:
eu sou, e sempre vou ser, um romântico crônico
que no fundo ainda não sabe e tem medo de ficar sozinho
E, apesar de tudo, vou continuar
acreditando que, um dia,
vou poder sentir o que é o amor genuíno
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Mais uma vez me expus,
mesmo que morrendo de medo;
mesmo tendo péssimas experiências;
mesmo tendo receio de cada palavra.
Encarei o que me assombrava
e te disse tudo que sentia,
por mais de uma vez, disse:
"eu quero muito fazer dar certo contigo".
Achei que estávamos no mesmo caminho,
que dessa vez daria certo;
que me entreguei pra pessoa certa;
que essa era a hora de ouvir um "eu te amo".
Mas no lugar recebi o silêncio,
cada vez menos mensagens, cada vez menos afeto,
como uma brasa no fundo do cinzeiro
que, aos poucos, perde calor e se apaga.
Mais uma vez me vi na mesma situação:
sendo, facilmente, descartado e substituído.
agora me deito com um fantasma,
um fantasma de uma lembrança agora fria;
tão frio quanto você foi ao me deixar,
sem se importar o quanto me machucaria.
Mais uma vez tenho motivos pra ter medo,
mais uma vez tenho motivos pra ser inseguro;
mais uma vez tenho motivos pra não confiar;
Mais uma vez sou assombrado.
Mais uma vez tenho motivos pra acreditar
que nunca serei digno de ouvir um
"eu também te amo".
Mais uma vez me pergunto:
se eu fosse diferente as coisas também teriam sido?
talvez se eu fosse mais magro?
mais alto?
mais bonito?
mais inteligente?
mais engraçado?
mais interessante?
mais suficiente?
Mais uma vez me pergunto:
Algum dia eu vou ser digno de um "eu te amo"?
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Somos paradoxo
quanto mais eu te quero
mais sinto que, possivelmente,
não fomos feitos um para o outro.
Somos pólvora e faísca
no fim só nos restará destruição mútua,
mesmo que formemos uma linda explosão,
não sobrará nada quando a reação acabar.
Somos uma noite barulhenta
quando eu queria que fossemos
um fim de tarde calmo e alaranjado,
aconchegante e silencioso.
Somos chuva de uma noite de verão
efêmera, intensa e barulhenta
enquanto eu buscava em ti
uma garoa suave, refrescante e duradoura.
Somos uma pergunta,
perpetuamente sem resposta,
uma falha na realidade,
uma história sem sentido.
Somos muita coisa,
infelizmente, poucas são boas,
queria estar-te escrevendo poemas apaixonados,
cartas de amor pessoais e íntimas.
Somos, no entanto, decepção
quando estou a gastar minha noite de domingo
pra externalizar esse angustiante sentimento
que arranha e incomoda meu interior.
Somos uma incógnita
fazendo-me me perguntar no que podemos resultar,
se, no fim, vai valer a pena as tentativas de te decifrar
ou se, quando chegar lá, desejarei nunca ter te conhecido.
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Queria que você não tivesse que estar bêbado
pra me beijar daquele jeito de novo,
queria que fosse mais claro
quanto ao que procura aqui.
Me perdi em você mais uma vez,
sendo que esses dias até chorei por sua causa,
sou sensível demais, eu sei
é que eu tenho mania de sempre repetir os mesmos erros.
Seja sincero comigo,
enquanto meus lábios estavam nos seus,
era nele que você pensava?
eu sei que, de certa forma, tu sente falta dele
E eu não te culpo por querer esquecer,
mas você sabe dos meus sentimentos
e mesmo assim tomou a iniciativa
fazendo-me sentir como se fosse seu subterfúgio,
fazendo-me sentir como se fosse seu.
E se for pra desistir de nós,
por favor, me deixa ir
só que não por mensagem,
me olha e diz na minha cara
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Eu prefiro você assim, sabia?
Um pouco mais humano.
É que antes eu te via de uma forma glorificada,
imaculado, perfeito, como um deus olimpiano.
Mas agora você é tão mortal e frágil
quanto eu, as formigas aqui no chão
e a grama que elas carregam pro ninho.
Entende?
Acredito que meu coração ter sido partido
não foi de todo ruim, afinal, você, sem querer,
se tornou meu pequeno "memento mori",
um pequeno lembrete de que tudo é efêmero.
Você me trouxe de volta ao solo
e agora se tornou só mais um,
mais um rosto na multidão,
um estranho que, um dia, eu pude sentir o gosto.
E mesmo assim,
lá no fundo, eu ainda sinto um remanescente,
um carinho e um amor ardente,
sentimentos que se recusam a apagar.
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Talvez eu tenha feito uma grande besteira,
pode ser que não resulte em nada grandioso
mas também posso perder todo o processo de superação
Me pergunto se essa é minha forma de dizer,
mesmo depois de tudo o que aconteceu,
que ainda sinto alguma coisa por você
É difícil decidir se é rancor, paixão ou desejo,
tenho o péssimo costume de ver amor
mesmo que os sinais me mostrem o oposto
Tenho medo de me machucar denovo ou até mais,
mas a minha parte otimista ainda tem esperanças
de que as coisas deem certo
Que o tempo nos fez bem
e que agora pelo menos podemos ser amigos
por mais que eu ainda queira teus lábios nos meus
Por incrível que pareça
mesmo depois de ter despedaçado meu peito
meu coração ainda tem batidas suficientes pra você
Isso deve configurar algum tipo de desvio de caráter
ou só escancara ao mundo minha falta de auto estima.
Você pensou em mim?
diz que pensou
me de qualquer motivo pra querer ficar de novo
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Me lembro da última vez que saímos,
e da última vez que rimos e conversamos
Me lembro da última vez que te beijei e te abracei,
e da última vez que você dormiu no meu ombro
Da gratificação de me perder em seus olhos
da satisfação em fazer carinho no seu cabelo
do prazer de passar horas te ouvindo
do deleite de sentir meus dedos entre seus cachos
Também me recordo da pequena pelúcia que te dei,
e nunca tive oportunidade de te contar
sobre o motivo de ele ser tão especial pra mim,
o pequeno ursinho que a ti confiei
Me pergunto o que você decidiu fazer com ele
Talvez o tenha guardado,
escondido, esquecido no interior do armário,
para que, por acidente, daqui alguns anos,
o encontre e se lembre de mim
Talvez o tenha jogado fora,
o descartado na primeira oportunidade,
pra não ter que se lembrar do que aconteceu,
desprezando pra nunca mais voltar
Ou talvez o tenha atribuído novo significado,
deu-lhe um novo perfume e um novo nome,
o cobriu de novos beijos e de novas memórias,
e talvez o tenha confiado ao seu novo amor.
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Desculpa, amor
sei que é difícil me entender.
Acredite, já fazem 18 anos que estou tentando.
Acontece que, assim como Ícaro,
estou fadado a cobiçar o sol,
mas nunca alcança-lo.
Pois minhas frágeis asas,
feitas de amor, lágrimas e cera,
esvaem-se entre meus dedos.
E assim, mais uma vez, eu caio,
cortando o ar como uma flecha,
com finalidade terrena.
Tenho a mim pesos amarrados,
medos e inseguranças que me fazem cair mais rápido
e que machucam ainda mais que o impacto contra o solo.
Afinal, as concussões da queda nem se comparam
ao que o tempo e o ambiente em que cresci fizeram comigo e com a minha psique.
Já presenciei essa trágica comédia antes,
suficientemente para que se tornasse um clichê
sempre a mesma trama.
Mas dessa vez, se der errado novamente,
vou, finalmente, ter uma certeza na vida:
o problema está, e sempre esteve, em mim.
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Fumando cigarros e bebendo whisky no meio-fio,
o pôr do sol dourado como o tom de sua pele
é extasiante, assim como o reflexo dos seus olhos,
e belo, assim como tudo que está relacionado à você.
Fim de março
O vento gélido soprando contra meu rosto pálido,
deixando mais que evidente o que já sabemos:
Perséfone retornou ao Hades.
E, de forma semelhante,
você sempre retorna pra mim.
Como polos distintos de um ímã
somos atraídos um pro outro.
Cada uma das promessas
cada toque compartilhado
cada "eu te amo"
são lembretes de que nunca é um "adeus".
Lembretes de que nem mesmo os deuses olimpianos
podem nos manter longe um do outro.
A flecha dourada de Eros traçou sua rota até meu peito
e o som de sua risada e seus cachinhos escuros
são o que traçam minha rota até o meu lar.
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