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Garota de marte

@garotademarte · desde 2019

não sou poeta

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(I.II)

Cair na inexistência seria o mesmo que me desfazer ciente de que a minha ausência seria apenas mais uma, indiferente sem qualquer importância , pois  com o tempo aprendemos que não somos únicos, e também não fazemos tanta falta.....

(I.I)

E depois daquilo vieram pessoas de menos foram se pessoas demais Algumas ficaram, outras partiram  algumas deixaram bilhete outras nem mesmo rastros, algumas se tornaram constante outras sumiram num instante, algumas conexões foram criadas, Já outras foram quebradas, foram se muitas gargalhadas dadas muitas promessas juradas, muitas histórias não contadas muitas músicas tocadas, muitas cartas rasgadas, Mas também muitas lágrimas derramadas, É  no final não sobrou se  nada, Nem as poesias nem as palavras Nada além das memórias e lembranças Não guardadas mas deixadas para Serem apagadas...

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(VII..)

Sentada ali naquele bar Ela observava as pessoas que iam e as que vinham , as que sentiam,  e as que aceitava. ela observava as pessoas que bebiam,  que riam, que chorava, e as que escutavam  aquela  música de  lavar  a alma. Ela observava o cara de branco que de joelhos  em prato orava, para mais uma chance com sua amada. Ela observava o homem sentado do seu lado que mesmo totalmente cercado , ainda sim  parecia tão só e desolado. Ela observava o garçons que passavam trazia a taça, pegava a gorjeta, e a moça ali acuada  que parecia deslocada, então disfarçava  se desligava . Ela observava Já era quase dia sua taça ainda estava vazia o vinho branco não lhe servia ali sozinha sem nenhuma companhia Ela observava a porta do bar que já se fechava   e as mulheres da noite ainda  se insinuava , Ela continuava sua caminhada  na madrugada vazia que se esgueirava  a rua ainda  parecia adormecida E ela observava a própria caminhada por aquela longa alvorada silenciosa e calma que calma não tinha nada era agitada bagunçada e desesperada , cachorros latiam carros buzinava E ela ? Ela observava seu apartamento escuro, triste e mudo sem aqueles susuro jogado ao pé do ouvido que fazia apenas um pedido, por cada canto da casa que um dia já foras incendiada por uma  paixão que hoje já não mais queimada. Ela observava a agonia que trazia o abandono daquela  fria  noite sem sono, que ardia o peito e que  já era sabido que aquela era a dor de seu coração partido de uma  alma em prantos que chorava Ela observava  o sono que chegava de mansinho e depois como uma trovoada que trazia um conflito da sua mente,  embriagada Melhor amar ou ser Amanda, a caixa de mensagem abarrotada  daquelas ligações de frases embaralhada. Ela enfim aceitava se  acalmava entendia que aquela noite já não mais  lhe pertencia e  ela em fim adormecida.

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melancolia

Antes era  jovem demais, E agora velha demais, Talvez por isso tenha me tornando algo obsoleto, assim como aqueles velhos livros empoeirados jogado no fundo da estante ou como aquele soneto  que um dia guardou no peito mas hoje já não se lembra mais. Hoje em dia já não lhe tenho mais serventia perdi a graça,  perdi a alegria , agora sou como aquele brinquedo entre tantos outros quebrados, Que está danificado demais para ser  concertado  ou desgastado demais para ser  doado. Ainda tenho aquela Saudade doída  sofrida do tempo de menina, que me ascendia  me deixava na euforia, de sentir que ainda era legal  estar  vida. entretanto hoje resta me apenas a agonia daquela sensação vazia, de uma velha amiga que já foras esquecida..

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Medo

Não tememos a morte Tememos a ideia de não sermos fortes. Tememos a ideia  de ser esquecido, Do desconhecido ,ou o que e imprevisto. Tememos a ideia de não saber o que vem depois, ou o simples fato de não termos controle do que pode ou não acontecer. Tememos descobrir quem as pessoas consegui sim seguir a vida sem nós, e a  hipótese de ficarmos  sós. Tememos a ideia de não termos sidos bom o suficiente para alcançarmos o tão esperando  paraíso o um  inferno que nem se quer sabemos se e verídico. Tememos a ideia de não termos vivido o suficiente de não termos conhecido tanta gente, ou da saudade latente Tememos a ideia de nunca mais vermos nossos entes, de partir assim ! de repente sem tempo de se despedir. E em fim, é assim não Tememos a nossa amiga morte em si, Tememos apenas a ideia de um fim.

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Uma carta aberta a nossa despedida

Serei para você como dias de  sol , ou dias de chuva,  dependerá do momento, mas é certo que eu passarei, Assim como a  revoada de pássaros Em um  fim de tarde naquele dia quente de verão. É, talvez eu passe por dias, semana meses ,até  mesmo anos mas lembre-se que talvez não permanecerei, pois ainda não vivemos em conto de fadas onde tudo e para sempre, não posso prometer que quando for o momento em que nossos caminhos se separarem sua vida estará melhor Ou que não precisara mais de mim. O caso é que você vai continuar  seguindo e eu também, por mais triste que pareça a verdade é que quando nos despedimos você nem ao  menos irá senti , bom eu provavelmente vou notar e sentirei por sua ausência , talvez em um breve momento você note e até sinta  também , mas não tentaremos nós aproximar de novo. E quando por desventura nos esbarramos nos olharemos com pesar o coração apertado, olhos marejados, e na presença de uma saudade latente , só nós daremos ao luxo  daquela velha acenada de cabeça, um sorrisinho sem graça, e uma  despedida rápida  sem todas aquelas palavras , nem  choro, é nem se quer um mero adeus, apenas nos dispersemos. Talvez nós afastaremos  por causa do tempo ou pelo simples falta de palavras , pode ser até mesmo porque ainda não estávamos preparados para a possibilidade de momentos, talvez nos encontremos em um futuro que as circunstâncias sejam diferentes, e mais uma vez eu passe pela sua vida e fique até por  mais tempo nela , sei lá,  mas a questão  é  que eu não vou te apagar nem do início nem do fim, talvez a minha mente esconda você como uma criança brincando de esconder,  mas  e certo que em meu coração se fara sua morada, onde lá sua essência vai se guardar, e mesmo que não me  lembrar quando me chama,   ainda sim sempre saberei que é você, e responderei imediatamente  sem hesitar.

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sacrifice

Eu estarei lá para sempre, Embora tornei me tão insignificante, Que se eu sumisse Você não sentiria minha falta. Mesmo que eu me sacrificasse por Você, Você não morreria por mim, não agora. Se eu implorasse por você Você não voltaria para buscar O que deixou para trás, O que não lhe pertence mais , Será que você já se esqueceu do que Abandonou a muito tempo ? Embora eu me desespere Você não chorara pela minha ausência. "Estou tão só " Mas você não se importa, não mais. Mesmo que eu grite que" te amo" Apenas o silêncio me responderia. Tornei me tão sem importância Que para você sou apenas o nada Talvez um dia você pergunte a ninguém: "Eu não estou esquecendo de algo?" talvez lembra de mim E por um breve instante sinta saudade Do que já se esqueceu.

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Primeira

Sabe às vezes a gente tem que olhar para as coisas como se fosse a primeira vez, porque se a gente olha sempre para elas como aquele olhar de " já vi isso um milhão de vezes" , Não vai ter graça alguma, Mas se você olhar por uma outra perspectiva uma nova como se fosse a primeira vez, você vai poder perceber o quão incrível elas são, e você vai pensar "puxar como eu não tinha percebido que isso era tão incrível assim" , Então apenas olhe para o mundo, para as pessoas a sua volta, e para as coisas que você já viu um milhão de vezes todos os dias como se fosse a primeira , e se encante todos os dias com ela, Então sei lá sorria ,coma, cante, dance, converse, aprecie e até se apaixone pela mesma pessoa como se fosse a primeira vez.....🪐

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Não e um poema (VI...)

Sinto como se essa fosse a despedida, Como se eu tivesse me dissolvendo Me transformando em nada, Como se eu fosse empurrada pela corrente de ar que sopra e me leva com a brisa. Em meu peito á uma mistura de tristeza e saudades, Tristeza pela despedida, e saudades do que deixei e deixarei para traz. Eu corro com o vento, e me deságuo com o Rio, as vezes calma e lenta, as vezes tumultuada e barulhenta. Voou com as gaivotas para longe fugindo das nuvens densas que abrigam as fortes tempestade, Mas então me perco nós naufrágios onde eu permaneço e também pereço, Eu poderia estar lá para sempre, mas nem sempre eu vou ficar, porque sou como estrelas que nasce intensas, permanece densas, e depois se perdem na Vastidão vazia e silenciosa Do espaço.

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(v)...

Encontro ti no escuro, Em meio a sombra Tua luz me guia, O que hoje e tristeza a tempos foras alegria, E no duradouro silêncio E que se fez aquela bela melodia.