Não e um poema (VI...)
Sinto como se essa fosse a despedida, Como se eu tivesse me dissolvendo Me transformando em nada, Como se eu fosse empurrada pela corrente de ar que sopra e me leva com a brisa. Em meu peito á uma mistura de tristeza e saudades, Tristeza pela despedida, e saudades do que deixei e deixarei para traz. Eu corro com o vento, e me deságuo com o Rio, as vezes calma e lenta, as vezes tumultuada e barulhenta. Voou com as gaivotas para longe fugindo das nuvens densas que abrigam as fortes tempestade, Mas então me perco nós naufrágios onde eu permaneço e também pereço, Eu poderia estar lá para sempre, mas nem sempre eu vou ficar, porque sou como estrelas que nasce intensas, permanece densas, e depois se perdem na Vastidão vazia e silenciosa Do espaço.
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