(VII..)
Sentada ali naquele bar Ela observava as pessoas que iam e as que vinham , as que sentiam, e as que aceitava. ela observava as pessoas que bebiam, que riam, que chorava, e as que escutavam aquela música de lavar a alma. Ela observava o cara de branco que de joelhos em prato orava, para mais uma chance com sua amada. Ela observava o homem sentado do seu lado que mesmo totalmente cercado , ainda sim parecia tão só e desolado. Ela observava o garçons que passavam trazia a taça, pegava a gorjeta, e a moça ali acuada que parecia deslocada, então disfarçava se desligava . Ela observava Já era quase dia sua taça ainda estava vazia o vinho branco não lhe servia ali sozinha sem nenhuma companhia Ela observava a porta do bar que já se fechava e as mulheres da noite ainda se insinuava , Ela continuava sua caminhada na madrugada vazia que se esgueirava a rua ainda parecia adormecida E ela observava a própria caminhada por aquela longa alvorada silenciosa e calma que calma não tinha nada era agitada bagunçada e desesperada , cachorros latiam carros buzinava E ela ? Ela observava seu apartamento escuro, triste e mudo sem aqueles susuro jogado ao pé do ouvido que fazia apenas um pedido, por cada canto da casa que um dia já foras incendiada por uma paixão que hoje já não mais queimada. Ela observava a agonia que trazia o abandono daquela fria noite sem sono, que ardia o peito e que já era sabido que aquela era a dor de seu coração partido de uma alma em prantos que chorava Ela observava o sono que chegava de mansinho e depois como uma trovoada que trazia um conflito da sua mente, embriagada Melhor amar ou ser Amanda, a caixa de mensagem abarrotada daquelas ligações de frases embaralhada. Ela enfim aceitava se acalmava entendia que aquela noite já não mais lhe pertencia e ela em fim adormecida.
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