Te amei no brilho frio da tela,
nos sorrisos presos entre conexões.
Fiz de cada palavra um abrigo,
mas eram só ecos, ilusões.
Quis tocar tua pele, sentir teu calor,
mas só tinha o vento e a solidão.
Amar de longe é sangrar em silêncio,
é segurar um nada com as próprias mãos.
As noites eram nossas, mas nunca inteiras,
sempre cortadas pelo fim da chamada.
E no fundo, eu sabia
o amor que não toca, um dia se apaga.
E o pior é que, mesmo sabendo disso,
me deixei perder nos teus olhos virtuais.
Fui morrendo um pouco a cada despedida,
com um pedaço de mim que nunca voltou.
E agora, no silêncio entre o "oi" e o "tchau",
percebo que te amei em vão
Um amor que nunca se fez real
E que perdeu a conexão.
emy.
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Te esperei na porta, mas você nunca veio,
sempre ocupado demais com qualquer outro meio.
O eco dos passos que nunca chegaram,
o peso das palavras que nunca falaram.
O silêncio grita onde você não está,
um espaço vazio que insiste em ficar.
Te procurei nos olhos de quem ficou,
em abraços que o tempo nunca levou.
Mas nada preenchia a tua ausência,
um buraco fundo na minha existência.
E agora eu corro, eu fujo, eu grito,
procuro amor em corpos distintos.
Mas nenhum toque desfaz a ferida,
nenhuma promessa me devolve a vida.
Cada ausência me lembra a tua,
cada despedida reabre a rua
onde os teus passos nunca pisaram,
onde os teus braços nunca ficaram.
Eu queria ser forte, eu juro que tento,
mas amar me assusta, é puro tormento.
Porque todo adeus parece o teu,
cada partida, a dor que me deu.
A falta pesa, o vazio transborda,
a saudade aperta e a alma acorda.
E mesmo sabendo que não vai mudar,
ainda te espero sem querer esperar.
Porque dentro de mim ainda sou criança,
buscando em estranhos a tua lembrança.
A sua ausência se fez moradia,
ecoando em mim pro resto da minha vida.
emy.
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A tristeza mora dentro de mim
Eu não quero o amanhã, nem a promessa do dia,
Carrego nos olhos a névoa vazia.
O mundo lá fora grita em cores,
Mas aqui dentro só restam dores.
Os sorrisos são lâminas, cortam profundo,
Palavras de afeto? Apenas um fardo imundo.
Aprendi cedo que o amor é mentira,
Que a vida é um jogo onde sempre se tira.
O tempo não cura, apenas arrasta,
Transforma o peito em ruína.
E quando me dizem "você vai ficar bem",
Eu só baixo os olhos... pois sei o que vem.
A tristeza é minha casa, meu único laço,
O frio no peito, o abraço mais vasto.
Não peço socorro, não quero ser salva,
Prefiro a dor, pois ao menos é calma.
E assim eu fico, sem luta, sem prece,
Pois a tristeza... nunca me esquece.
Talvez eu tenha encontrado conforto na tristeza,
Será que é apenas um talvez?.
emy.
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Olho meu rosto e não me vejo,
sou sombra turva, sem lugar.
Cada traço, um desalento,
cada olhar, um se apagar.
As vozes dizem que sou nada,
e eu escuto, sem negar.
Aprendi, desde a infância,
que existir é me culpar.
E se um dia fui bonita,
foi miragem, ilusão.
O espelho mente, me castiga,
com sua fria acusação.
Visto sorrisos como escudo,
mas dentro, tudo é vão.
Sou tempestade, sou o muro,
onde se apaga a emoção.
Quem dera um dia me enxergar
sem nojo, sem querer fugir.
Mas como amar o que restou,
se nunca aprendi a existir?
Eu só aprendi a me odiar.
emy.
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Me diz, pai, o que eu te fiz?
Por que sou o erro que insiste em existir?
Nos teus olhos, nunca vi amor,
só desprezo, cansaço e rancor.
Você me deu os meus maiores traumas
Te encontrei mais vezes no fundo do copo
do que nos meus dias de dor.
Bebia promessas que nunca cumpriu,
cuspiu palavras que nunca engoliu.
O lar que deveria ser porto seguro
era só tempestade e trovão.
Eu, pequena e tola só queria um abraço,
mas tudo o que recebi foi um não.
Diz que me odeia, que sou um peso,
um fardo que nunca pediu.
Mas quem foi que me trouxe ao mundo
e depois fingiu que nunca me viu?
Hoje eu cresci, mas a cicatriz
não desaparece, só disfarça.
E mesmo que eu tente, mesmo que eu fuja,
o eco da tua voz ainda me caça.
Que a bebida te leve,
que o tempo apague o que restou.
Pois um dia, talvez, na tua ressaca,
sinta falta da filha que nunca amou.
emy.
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Gritei seu nome no silêncio,
mas só o vazio respondeu.
Seu toque, que nunca veio,
foi o frio que me envolveu.
Eu era só um começo,
um coração pequeno e só.
E você, que devia ser abrigo,
foi apenas um adeus sem dó.
Os braços que deveriam segurar,
foram os mesmos que me soltaram.
E eu, tão frágil, tão perdida,
nunca soube por que me deixaram.
Cresci costurando faltas,
preenchendo sombras com dor.
Mas me diga, mãe, por quê?
Por que eu não fui seu amor?
Eu não era o suficiente?
Sua ausência me fez uma garota dependente.
emy.
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Eu sei que me perco em você,
como um náufrago que escolhe afundar.
Seus olhos são o porto,
mas também o mar.
Eu tento andar sozinha,
mas meus passos te procuram.
E quando a solidão me abraça,
é o seu nome que murmura.
Eu deveria ser livre,
mas as correntes são ternas.
Amar você dói,
mas a ausência é eterna.
E assim eu fico,
presa no seu toque ausente,
pedindo migalhas de um amor,
que ainda me faz dependente.
emy.
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Há um eco dentro de mim,
um buraco sem nome, sem fim.
As horas passam, mas não ficam,
sombras frias que não explicam.
O vento sopra onde já houve cor,
mas só resta o gosto do sabor
de algo que nunca existiu,
de um sonho que se partiu.
Os dias pesam, ocos, lentos,
como um suspiro esquecido no tempo.
Meus olhos veem, mas não enxergam,
minhas mãos tocam, mas não sentem.
E eu sigo, sem rumo, sem laço,
presa no vácuo do próprio espaço.
Porque há um eco dentro de mim,
um buraco sem nome, e sem fim.
emy.
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Você merece todo carinho e amor
Compreensão e segurança que infelizmente
Eu não tive a capacidade de lhe dar
Peço desculpas pela minha ansiedade
Pelas minhas inseguranças
Pelos meus surtos
Pelos meus traumas
Pelas minhas paranóias
Pela minha mente conturbada
Peço desculpas por ter sido um problema
Quando na verdade eu desejava ter sido seu lar, e não só mais uma incerteza.
E de repente eu volto a escrever sobre você.
emy.
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É estranho tentar ser ausente
Quando se tem tanto amor pra se dar
Em um mundo onde as pessoas se esfriaram
E só há dor e tristeza no ar
Eu queria conseguir ser fria
Mas eu sinto tudo com tanta intensidade
Meu coração acelera
Eu me empolgo na verdade
Eu queria que todos fossem intensos como eu
Talvez eu me sentisse menos sozinha
Faria eu me sentisse menos estranha ou esquisita.
emy.
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