sombra no espelho
Olho meu rosto e não me vejo, sou sombra turva, sem lugar. Cada traço, um desalento, cada olhar, um se apagar. As vozes dizem que sou nada, e eu escuto, sem negar. Aprendi, desde a infância, que existir é me culpar. E se um dia fui bonita, foi miragem, ilusão. O espelho mente, me castiga, com sua fria acusação. Visto sorrisos como escudo, mas dentro, tudo é vão. Sou tempestade, sou o muro, onde se apaga a emoção. Quem dera um dia me enxergar sem nojo, sem querer fugir. Mas como amar o que restou, se nunca aprendi a existir? Eu só aprendi a me odiar. emy.
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