domingo, 9 de julho.
ultimamente nada tem me ocorrido mas o tempo tem corrido tanto, como se a vida tivesse acelerado os momentos para que o fim de algo importante, que eu não sei o que é, chegasse mais rápido. mais rápido do que eu espero. mais rápido do que eu posso aguentar. sem aviso ou chance de preparação. meu corpo tem sido um reservatório de afetos duros lançados por todos os lados, de todas as minhas possíveis formas de captação. e sinto que me falta ao meu lado... a parte doce do meu coração. talvez exista um espaço na virtualidade que existe em mim. onde nada, nem ninguém tenha modificado. um lugar onde eu possa começar e saiba que farei por mim. mas gostaria que a vida oferecesse respostas sobre onde está o fim (?). o fim desse eu que me nega minha própria expressão. porque eu desejo alcançar com as palavras o invisível que eu sei que existe em mim. eu quero que meu corpo exista e signifique mais do que apenas a carne. preciso que minha virtualidade toque o mundo e o enlace cada vez mais próximo de mim. sei que a complexidade da vida não exclui os prazeres possíveis da alma, que há um caminho pacífico para toda causa. mas eu só quero alcançar o futuro para resolver a minha história que se bagunçou na rotina e se perdeu na memória... mesmo que eu saiba que para isso tudo é necessário calma. eu espero existir como estou existindo no meio de cada uma dessas palavras. pois estou aqui de corpo e alma. deitado sobre cada uma delas. nu e cru. e é como revelar cada segundo que ocorre em mim. talvez na esperança de encontrar semelhantes ou um ninho para repousar e conseguir dormir. de qualquer forma, espero que minhas palavras sejam um colo para quem precise. é isso... um colo. eu preciso de um colo. meu, de alguém; da vida. porque estar exposto ao mundo para ser repreendido pelo mesmo é cruel demais. talvez eu encontre este descanso sobre núvens na minha imaginação. tocarei estrelas e elas serão minhas amigas... então conversaremos por horas e horas sobre o que o mundo deixa de entender... ah! eu preciso de um colo.
Ferreira, JA.
eu vejo você!