Faz morada
Chega e faz morada, Chama meu coração de casa. E não te apressas a partir, Deleita-te em minha cama.
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Chega e faz morada, Chama meu coração de casa. E não te apressas a partir, Deleita-te em minha cama.
A crueldade fatídica de se apaixonar a primeira vista por alguém que não poderá ser seu. Mas mesmo assim, torcer pela sua felicidade ao lado de outro, pois não existe nada mais importante que ver o seu sorriso ao amanhecer. Pela sublime beleza do brilho seu olhos, que anima euforia enigmática com sua doçura e inocência. Seria capaz de guardar para tamanho objeto de desejo, afeto que jamais outrora ou vindouro outro poderia compreender em sua plenitude.
Continuar lendoQueria não sentir tanto, A intensidade doe, Causa tanto sofrimento, Que machuco-me e magoo, Torno-me algaz de quem amo. Impossível não sentir, Minha própria mente, Mortal inimiga voraz, Imploro entre suspiros, Mansidão em seus passos, Anafado e avassaladora. Sufoco me diante de seus, Afogamentos e distopias, A intensidade que crias, No embate da distopia, Desconheço diantes dos atos. Torna-se difícil amar, E se fazer digno de amor, Entre tantas atitudes tóxicas, Que nem compreendemos, A impulsividade transborda.
Continuar lendoTolice minha Supor que um dia poderia Retornar a descansar No porto seguro Que eram seu braços Busco na memória Dias alegres que se foram Encontrar entre as lembranças Um bálsamo para minha aflição Que dia após dias se renova Acordo atortorado sem memória Dormo aflito e imerso na amargura Dos lábios que já não me desejam Dos braços que já não repouso Irome contra meus ensejos E o dia após dia e o verdadeiro suplício Pois nele encontramos o veneno do amor Dos bons momentos que já não retornará Do gosto de morango que já não extasia Da Boa Sorte que já não exala tanta sorte Talvez não importe as vezes As seguidas tentativas A súplica sublimes de redenção A indireta sempre será a mesma A sua ausência sempre perpétua E lá está você Calado, frio, distante Me causando sempre a mesma coisa um novo ciclo interminável de dúvidas Questionamentos sobre atos falhos
Continuar lendoO tempo sempre foi meu inimigo, O mesmo desdenha Constantemente, Gozando de minha fúria contra si, Quisera eu o parar ou atrasar. Momentos que desejamos ser eternos, E nem mesmo fotos podem eternizar, Lembranças que nunca esqueceremos, Nem mesmo a divisão ou a indiferença. Naquele corredor escuro, Caminhamos rumo aos nosso assentos, Nosso olhos se entrelaçam, Como a lá de uma fiandeira. Nem mesmo as Moiras, Poderiam prever a intensidade, Nossa energia preenche a sala, se conectam e se completam. Logo se faz necessário materializar, A energia, se torna movimento e ação, Saindo de sua inercia e estagnação, E com um beijo um pacto e selado. No escuro daquela sala, Perpetuando o nosso carinho mútuo, Naquela sessão de cinema, Nos desejamos antes mesmo de saber. Sem compreender a situação. Na ausência de conhecimento, Na falta de intimidade, Nos entregamos reciprocamente. Lá estava sua mão dando bobeira, E como um bobo que sou, A oportunidade logo aproveito, Sinto sua pele quente e frágil. Seu toque me arrepia a pele, Aquieta minha barulhenta mente, Como náufrago ao meio do oceano, mergulho na sua imensidão. Assumo que daquele filme, Pouco lembro sobre seu enredo, Mas de seus sorrisos e olhares, Naquela noite muito compreendi. Como outro nunca demonstrou, Sem palavras ou atos, Pude sentir seu desejo de pertença, Vontade de ser amado fielmente. Mesmo diante do medo e insegurança, Da falta de estreiteza em nós, Não deixou de relevar quem é, Pude desvenda-lo passo a passo. Após o The end pouco aguardado, Muito já compreendia sobre, Seus gestos movimentos e anseios, Busquei acalmar seus temores.
Continuar lendoBusquei o amor em muitos lugar, Desejei fazer no meu coração lar, Fui a procura de meu parceiro ideal, De onde eu poderia encontrar afago. Nesta busca incessante por amor, Nossos caminhos se esbarraram, E acabei me perdendo do meu objetivo, Mesmo sabendo de nossas indiferenças. Entregue por inteiro aos seu desejos, Submeti-me as suas vontades, E neste ato embevecido, Achei prazer em satisfazer seu regalo. Mas na ausência de sua reciprocidade, Despertei de tamanha ilusão que criei, Lembrei de minhas paixões de outrora, Aonde meu eu, era meu gozo e deleite. Minha imagem refletida no espelho, Lembra-me as feridas que já vivi, As cicatrizes que ainda nem se curaram, E me recuso refiro-me mais uma vez. Como tempestade sigo subindo os ares, Levando a minha tempestade , Devastando ao invez de ser assolado, Saqueado por corpos frivolos.
Continuar lendoContei cada minuto daquele dia, Observava cada hora passar, Desejei que o tempo parasse, Busquei guardar cada detalhe seu, Não quero esquecer nosso primeiro dia. Naquele ônibus, Procurei um resquício de excitacao, Te encarei cada milésimo de templo, E em cada encontro de olhares Meu coração palpitou de paixão! Sentir seu toque, saber que te causo êxtase, Me aqueceu o peito, E fiz o possível para te proporcionar Cada sentimento que dispertava em me. Minha boca na sua pele, Seu suor escorrendo pelo corpo A respiração ofegante em meu ouvido, Meu único desejo e satisfaze-lo, Minha única vontade e ser seu! Entro em êxtase em profundo delírio, da pressão de seu corpo contra o meu, Sinto seu corpo estremecer Seu falo me preencher por inteiro Finalmente.... Te tenho totalmente. Após horas, te vejo na janela, A pouca claridade que entra pela janela, Revela a perfeição de sua silueta, Sua pele branca e macia, Me encaixo ao seu corpo.
Continuar lendoNossa, enquanto olho sua foto de perfil de instante em instante. Percebo como você me encanta! Como você me seduz, Com estes lábios pequenos, que desconheço o sabor. Da textura macia, Que ainda nem se quer foi sentida... E a cor avermelhada, de tom vermelho paixão, e até mesmo explode coração. Sorriso pequeno... Pequeno encanto... que me fascina! Fico perdido em seus lábios, Aguardando sua doces palavras, Que saem ao meio de um sorriso, De um singelo riso dissimulado de sua timidez. Edi 08/09/2022
Continuar lendoNossa relação ficou obsoleta Muito antes de sua ausência Procurei em cada ponto e vírgula Em cada figura de linguagem Um sinal de sua afeição por mim A indiferença, Aperta-me a garganta Como uma espada, fere-me o peito Busco palavras para expressar Tamanha frustração que sofri Pela indiferença de seu amor Quisera eu poder voltar no tempo E impedir ser frustado assim Meu lugar inabalável, foi violado Meu espaço interior se tornou tumulto Como ondas do mar que rugem.
Continuar lendoSudorese, mãos trêmulas Sinto a frustração percorrer meu corpo Corrupto e prepotente Minha própria consciência Rouba-me o alívio de amar-me Olho, mas não me vejo Falo, mas não me entendo Busco, porém não encontro a mim Corro, contra meu próprio percurso Falta-me serenidade no olhar Nas fotos e lampejos, vejo meu olhar Nem as lentes, nem os filtros São capazes de esconder em uma foto o que guarda um olhar frio e cansado Talvez, falta-me vida.
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