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Docke Lima (Paula)

@dockelima · desde 2023

Me sustento do meu trabalho na área de dados, vivo poesia. Todo conteúdo aqui e de minha autoria. poesiar.net/publicacoes.php

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Variedade

O Nascimento de Uma Obra Prima

Escritor que era sentia, A inquietação que íntimo lhe ardia Como obra que devia dar a luz Como a Virgem Maria a Jesus. Um legado expelido à humanidade, Em razão de encontrar essa verdade, Fê-lo retirar-se à sagrada quietude Onde encontraria, do ofício, a virtude. E longe em cabana tao rústica, Inspirado, da natureza, a acústica, Fez tocar a sinfonia das letras Em seu instrumento de teclas pretas. A cada "clack" a tinta no papel E ele num êxtase sentindo-se no céu Compunha de si mesmo, a sinfonia, Nas páginas da épica poesia!

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Amor

Rol dos Miseráveis

Derrame em mim as tuas queixas Mas não me deixas, não me deixas Eu te suporto o coração Mas não tua solidão. Existe ausência de nada E ausência de tudo Numa o amor te gritou na estrada Noutra ainda este é mudo. Ausências com nomes São quase insuperáveis Se não te socorres Entra no rol dos miseráveis. E nesse rol infeliz A moda é morrer de amor Murchando até a raiz A começar pela flor!

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Poema

Ruminando-te

Ruminando-te em minha mente Imagino-te tão indecente E nossa sincronia então começa Fazer tudo sem que a gente peça. É pensar e não pensar Imaginar, agir e não agir E gozar e não gozar É sentir sem sentir. Mas cria em meu corpo A aura da nossa canção Em energia absorto Na platonice da minha paixão. Sinfonia que não acaba Notas que não posso tocar Coração meu desaba Desejar, sorrir e chorar.

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Vida

Cincerela às Avessas

Aterrorizava-se toda região Aos crimes de um assassino serial Procurava-se sem solução Nomear o autor de tanto mal. Já era ano e esse ano há meses eram Em que a angústia havia crescido Mas quando só semanas tiveram Muito mais ânimo haviam tido. Hoje o horror, cansaço e impotência Mostravam-se em suas faces Até que uma nova evidência Faria que o jogo virasse. De câmera, imagem boa Mais péssima era, afinal Talvez a felicidade a toa Via-se um pé e ponto final. Mas se um delegado De anos policial Ao honrar o seu legado Decide triunfal... "Qualquer pista é pista Vamos, reconheça, Se só um pé há em vista Faremos "Cinderela" às avessas" E saíram pela cidade E pelas cidades da região Procurando a paridade Da evidência que tinham na mão. E dentre uma e outra negativa O sentimento era misto Oravam a Deus em rogativa Pensavam rir o próprio Cristo. Mas então como resposta As suas próprias preces Eis que coisa mais oposta Ao que já criam acontece. Eis que uma moça Olhou aquela imagem E disse ter a lembrança Daquele pé em sua bagagem. Em suas andanças Pela cidade e região Em todas as vizinhanças Fazendo pé e mão... Ela sabia com clareza De quem era aquele pé E perguntaram " tem certeza?" E ela disse "Boto fé!" Causa provável Mandado e prisão Exame palpável De DNA na mão. O papel corroborou O que aquele olho viu Aquele homem, identificou A manicure da casa cinco mil.

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Drama

Relatos de um Marinheiro

Tão clichê seria dizer Das tuas palavras, canto de sereia, Qual marinheiro entra ao mar, Pra nunca mais ver a areia. Todavia quantos e quantos Todos os dias nessa vida esférica Não se entregam ao teus encantos Pra depois ver-te a face cadavérica? Sob o teu ou outros nomes Quantas mentes já não fizeram De tantos corações nobres Todo mal que lhes quiseram. Quisera eu a perspicácia De Ulisses de grande coração Ao ouvir o canto da desgraça Amarrar-me forte ao timão. Chegaria eu em casa, com revezes, sem derrota Com honras de heroísmo Não qualquer mais alma torta Que perdeu-se fácil do juízo.

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Variedade

Agudo

Aquele apito agudo Em meio ao som da noite mudo Subiu-lhe os nervos em irritação E decidiu tomar ação. Já era madrugada E o som em meio a nada Já começara cedo, no dia E inda hora alta persistia. Fechou atrás de si sem paciência A própria porta de sua residência Andou pela rua à luz da lua Iniciando sua breve procura. Sabia não poder estar distante O barulho em seu ouvido, constante E descobriu breve estar certo Identificou-o de uma casa, perto. A frente irritado, chamou E ninguém reação esboçou Dirigiu-se à porta dos fundos Pra entrar naquele outro mundo. Sua mão na maçaneta a abriu "Destrancada", foi o que concluiu, Mas o breu que lá dentro encontrou Nada mais à sua mente informou. Sua voz chamou em vezes três Alguém que respondeu nenhuma vez Apenas o som agudo insistente Em compasso e pausa presente. Tateou à procura de iluminar E um botão fez a noite brilhar E o brilho roubou dele o brilho Viu morta a senhora Castilho. Levantou olhos observando A bagunça do lugar, encarnando-o E o agudo som persistente No micro-ondas, a caneca presente.

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Poema

Espelho

Acautela, tu que andas aqui, com o reflexo Do contrário, adiante ficará perplexo Ao descobrir que tomou por verdade Um mero esboço de realidade. Olhos nossos, agora semicerrados Nada são mais que espelhos posicionados Aguardando o momento de maturidade Para se abrirem no caminho da verdade. Como os olhos à pouca luz acostumados Recebendo-a de uma vez, cegados Necessário outro tipo de visão Para enxergar-se com os olhos da compreensão. [“12 Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido.” 1 Coríntios 13:12 ]

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Sanidade

Transtornadamente, Obssessivamente, Compulsivamente

Transtornadamente em silêncio Vivendo sob as regras loucas De um sistema imenso De lógicas muito poucas. Obsessivamente pensando De chuvas a mente invadido De intrusos passando comando De consequências se não atendido. Compulsivamente obedecendo Checando, lavando, contando, Corrigindo, apagando, acendendo E repetidamente movimentando. ---------------------- Obs. da autora, se você não passa por essas coisas, pare por favor de falar casualmente que tem toc, banaliza o sofrimento e é um desrespeito.

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Que Escuridão Veremos

Quem tem poder sobre mim? Quem tem poder sobre meu humor? São todos um mar de espelhos sem fim A causar-me um pranto de dor. As coisas e as situações São apenas fatos Que diferentemente das multidões São completamente matemáticos. Mas nós seres humanos Alma, emoções e pensamentos E por onde andamos Causamos nossa alegria e tormento. As coisas são o que são E nós as tornamos o que vemos Se imersos olhos em escuridão temos Que escuridão então veremos!

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Luz de Maria

Em treva a minha mente anda E em seguida vem o pranto mas, coisa pura me abranda Luz de Maria em seu manto. #espiritualidade