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Poemas belos

@desabafo_diario · desde 2024

Quem és tu para me dizer quem eu sou? Aqui estou eu, desabafando o meu ser interior. -Poemas Belos

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Poesia

Meu doce 🍬 tempo ⏳️ precioso 💎

O tempo começa como um sopro leve, Com cheiro de flor e gosto de mel, Um dia ensolarado, riso que não cessa, Um céu desenhado a pincel. ​É doce ver a vida passar devagar, Sentir o carinho em cada detalhe, Achar que o mundo é um lugar bonito Onde o afeto nunca falhe. ​Mas o tempo também se faz abismo... ​Pois quando o silêncio substitui a voz E a fuga covarde se veste de bloqueio, Percebo que o tempo que dei a quem passa Tornou-se dor no meu próprio peito. ​Descubro, então, na dor do descarte, Que a minha presença não é qualquer coisa. Meu tempo é minha alma, é sangue, é vida, Não é brinquedo em mão leviana e ociosa. ​Quem me bloqueia julgando ter poder Mal sabe que apenas devolve a minha luz. Meu doce tempo precioso é sagrado: Só permanece quem realmente me honra e conduz.

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Poesia

Espelho da Ausência

Éramos meros conhecidos, eu bem sei, Mas no começo, em mil maravilhas me encantei. Por que me trata assim, sem direção? O que mudou no teu olhar, no teu coração? ​Procuro em mim o erro, o motivo, a razão, O que te fiz para merecer essa negação? Diga para mim se houve algo que não gostou, Se o meu jeito, de repente, te afastou. ​O meu maior defeito — que nunca vai mudar — É insistir em me abrir, em me entregar. Mesmo sabendo o fim, eu me lasco outra vez, Nesse ciclo repetido que você também fez. ​Por que o teu silêncio demora a responder? Sem uma explicação para eu entender... Diz que gosta, mas o teu sumiço desmente, Deixando o vazio aqui no peito da gente. ​Guarde o aviso quando a minha ausência notar: Alguém boa, legal e rara de encontrar, Quando decide mudar e o mundo seguir, Leva consigo o valor que você não soube medir.

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Poesia

Fios de Tempo e Graça

Nasceu de um desejo antigo, com a pele clara feito o amanhecer, lábios cor de rosa viva e o encanto que a infância viu crescer. ​Lá vai ela, leve e serena, trazendo uma luz que o caminho abraça. É o caminhar mais bonito de ver, uma poesia descalça que passa. ​Os anos desenharam calma em seu rosto, e o prata agora molda o seu olhar. Essas marcas claras no seu cabelo são o tempo ensinando a amar.

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Poesia

Onde o Teu Peito Descansa

Você é o mistério que o mundo não sabe ler, Poesia bonita que a pressa não consegue ver. Única, rara, feito estrela que decide pousar, Não entendo quem ousa o teu brilho apagar. ​Dizem que é séria, fechada, distante demais, Mas é que a tua alma só busca caminhos de paz. O mundo exige armaduras, te força a mudar, Mas a culpa não é sua por ter que se resguardar. ​Pois quem ganha o teu laço, descobre o teu sol: O teu riso de infância, o teu cais, teu farol. Perto de quem te ama, o teu medo desarma, E a menina que existe em você se acalma. ​É difícil encontrar quem enxergue o teu valor, Nesse mundo que às vezes esquece o amor. Mas saiba: você é perfeita na curva do teu ser, Um poema sagrado que eu tenho a honra de ler. ​Não tenha receio de ser exatamente assim, Pois o teu jeito inteiro é um jardim sem fim. Vem descansar o teu peso, acolher o teu caminhar, Que o meu peito é o porto feito para te abrigar.

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Poesia

Epístola do Teu Olhar

Recebe estas linhas que a alma de dita, Escritas na pressa de quem sabe amar. Tua pele de neve, alvura bendita, É o porto seguro onde quero pousar. ​Teus cabelos belos, em fios escuros, Moldam o rosto de rara afeição. E nesses teus olhos, castanhos, puros, Reside a esperança da minha canção. ​São olhos profundos, herdeiros da luz, Que guardam promessas que o tempo não cega. Teu corpo, violão que o peito conduz, Dedilha a melodia que a mente se entrega. ​Tuas curvas graciosas, quais ondas do mar, Desafiam o mundo, a pressa, o cansaço. Não precisas de esforço para encantar, Pois trazes a graça em cada pedaço. ​Se as leis deste mundo tentarem deter O laço sagrado que em nós se desata, Afronto a suntuosa razão do viver Para ser teu eterno leitor nesta carta. ​Tu tens o mistério, o diferencial, A força divina que o peito consome. E contra o preceito do mundo real, Gravei no meu peito o teu doce nome.

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​O Baile do Teu Engano

Se o afeto habita em teu peito, Por que o guardas em segredo? Entre a ausência e o teu respeito, Eu cultivo o meu próprio medo. ​Cartas escritas com tinta de rosa, Promessas góticas em dia de festa. Tua presença era tão graciosa, Mas hoje o teu vácuo é o que me resta. ​Pensei viver um romance sagrado, Daqueles antigos, de pura devoção. Mas fui brinquedo em teu jogo travado, Um troféu de pedra para o teu coração. ​Diga-me, monstro de falso veludo, Por que me detestas com tanto desdém? Teu beijo na sombra hoje é mudo, E o teu Valentine não ama ninguém. ​Se a minha entrega te esmaga e cansa, Não serei fardo na tua jornada. Guardo no peito a minha esperança, Pois quando eu mudar, não haverá mais nada. ​O tempo cura o que se quebrou, Mesmo o feitiço mais forte e sombrio. E na estrada deserta que restou, Saberás bem quem deixou esse vazio.

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Poesia

Onde o meu amor morava

Antigamente, o afeto tinha endereço, Não vivia de telas, nem de um simples "online". O amor era um templo, valia seu preço, E se o mundo fosse contra, a gente não declina. ​Eram flores colhidas, eram cartas escritas, O peso de um olhar que não buscava desvio. Mesmo em batalhas, entre lutas aflitas, Dois corações se aqueciam no próprio frio. ​Hoje o amor é um vácuo, um jogo, um despojo, Trocam-se almas como quem troca de estação. Sinto falta do tempo em que, olho no olho, A palavra dada era a lei do coração. ​Quem me dera o sagrado, o antigo, o intenso, Onde amar não era guerra, nem busca por dor. Hoje o afeto é raso, um ruído imenso, Onde a lealdade é o que menos tem valor.

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Poesia

Peça de tabuleiro

O que para mim é amor, para você é jogo, Um tabuleiro onde aceita brincar. No início, o teu afeto era puro fogo, Mas logo a sua máscara começou a mudar. ​Se a sua intenção era apenas distração, Faria melhor se comprasse um brinquedo. Quem abre o peito e entrega o coração Não merece ser tratado com esse desdém e medo. ​É na mudança brusca do teu tratamento Que a gente enxerga a verdade que você escondeu. Agradeço o fim desse fingimento: O jogo acabou, e quem perdeu não fui eu.

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O peso do teu silêncio

Por que o tempo mudou teu olhar, E o que era antes já não posso ver? Demoras tanto a me responder, Sem um motivo para me dar. ​Se o amor existe, ele cuida e diz, Não deixa o outro no escuro esperar. A falta de um rumo me faz infeliz, Cria esperanças que vão desabar. ​Sinto-me um fardo, um peso no chão, Uma presença que vem sufocar. Tua palavra me traz negação, E uma culpa que eu não sei carregar. ​Me sinto pequena, em dor e agonia, Num canto escuro que você moldou. O teu desprezo que ninguém previa, Lentamente de ti me afastou. ​É um silêncio mortal, sem igual, Mais doloroso que a ofensa verbal. É a humilhação que fere o peito, Nascida da ausência do teu respeito. ​Não me peça as razões do adeus, Quando a distância for o meu altar. Olha as pegadas dos passos teus, Elas explicam por que vou parar.

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Poesia

Silêncio das respostas

​Se o amor habita em teu peito, Por que o guardas em segredo? Entre a ausência e o teu respeito, Eu cultivo o meu próprio medo. ​Vejo teus passos na rede vizinha, Enquanto o tempo aqui não passa. Fica a certeza de estar sozinha, Como uma sombra que desbota e passa. ​Sinto o peso de um quase incômodo, Uma culpa que não sei explicar. No vazio imenso deste cômodo, Falta o teu jeito de me olhar. ​Me permiti abrir o peito, Voltar a amar, correr o risco. Mas colho o fruto do desfeito, Um desprezo mudo, em cada cisco. ​Não há palavras no teu desdém, Mas sinto a dor da humilhação. Vou me afastando para o teu bem, Cuidando da minha solidão. ​Não serei fardo em tua jornada, O tempo cura o que se quebrou. E na futura estrada deserta, Saberás bem quem me mudou.

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