Epístola do Teu Olhar
Recebe estas linhas que a alma de dita, Escritas na pressa de quem sabe amar. Tua pele de neve, alvura bendita, É o porto seguro onde quero pousar. Teus cabelos belos, em fios escuros, Moldam o rosto de rara afeição. E nesses teus olhos, castanhos, puros, Reside a esperança da minha canção. São olhos profundos, herdeiros da luz, Que guardam promessas que o tempo não cega. Teu corpo, violão que o peito conduz, Dedilha a melodia que a mente se entrega. Tuas curvas graciosas, quais ondas do mar, Desafiam o mundo, a pressa, o cansaço. Não precisas de esforço para encantar, Pois trazes a graça em cada pedaço. Se as leis deste mundo tentarem deter O laço sagrado que em nós se desata, Afronto a suntuosa razão do viver Para ser teu eterno leitor nesta carta. Tu tens o mistério, o diferencial, A força divina que o peito consome. E contra o preceito do mundo real, Gravei no meu peito o teu doce nome.
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