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Hoje me peguei encarando, por alguns minutos, um covarde. Parecia vazio. Nenhum sinal de vida sequer. Se não estivesse bem ali, diante de mim, diria que estava morto. Tão covarde, que as palavras presas na garganta escorriam pelos olhos, encharcando o silêncio. Suas cordas vocais, um nó em volta do pescoço, deixando-o entre a vida e a morte. Exalava medo. Sua covardia estava em cada gesto, em cada suspiro. Certamente, sua melhor vista era o fundo do poço. Encarei por mais um tempo. E, como um covarde, coloquei um pano em frente a este espelho. 𝐁𝐲 𝐀𝐧𝐚
Haruki 💭
"Tão covarde, que as palavras presas na garganta escorriam pelos olhos" – amei
𝐁𝐲 𝐀𝐧𝐚
Fico feliz que tenha gostado!!! Li os seus também e, sinceramente... QUE PERFEIÇÃO DE ESCRITA!