Talvez o mundo tenha ficado distorcido.
Talvez eu tenha te possuído.
Ou talvez você tenha provado o gostinho do que realmente significa estar vivo,
Depois de circular-mos
um ao outro como estrelas, em dança cósmica,
Depois de você resolver fugir.
De nada,
De novo,
De nós,
Disso aqui!
Do monstro que te pediu para ficar!.
Mas por que?
Eu te vi.
Te vi se desfazendo diante dos meus olhos,
o silêncio pontuando apenas o crepitar seco dos ossos - dos sentimentos - se acomodando,
Eu perdi a sua voz,
E agora só ouço
o som das brasas de uma
chama moribunda.
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O quarto parece pequeno,
cheio desses sentimentos ainda a serem nomeados,
que gira entre nós.
Com a pressão sufocante,
Somos arrastados para fora,
Seu olhar foge de mim,
e se dirige ao teto de estrelas ...
"É estranho sentir ciúme do céu."
Sua mão toca a minha,
mas ele não está ali.
Maldito céu de estrelas!!!
Eu queria velejar com ele,
Afunde-me em sua mente ...
Mas estamos sozinhos com nós mesmos.
Não importa o quão forte ele aperte minha mão.
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A música transbordante tornou-se mórbida,
e o rádio tocava com presença em uma circunferência vazia,
o chiado evacuava,
preenchendo o espaço do quarto.
Que com o cinza foi pintado.
O chão possuía poças de álcool,
na mesa descansava maços de cigarros,
e uma garrafa que gotejava o líquido que seguia o chão, trazendo consigo outra poça.
O espelho refletia o breu,
que em sua frente se postava...
E a corda do teto segurava o fim,
de um marinheiro naufragado, que foi afogado pela vida.
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E nessa estrada vazia,
Todos de ti querem,
Querem a ti ruina,
Nos teus calos e na vossa vergonha
E nessa estrada vazia
Que o povo clama,
E a travessa te arranca
A passagem que nunca verás,
Nela, só há ida,
A volta é a escuridão,
Nesse silêncio de risos,
Eles Suplicam,
Por teus joelhos ao chão.
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Brisa vazia,
Carregar-tes de mim o sorriso
As folhas
E queimar-tes o tronco,
Ele.
O qual um dia as raízes perfuraram meu peito,
unindo-se ao meu ser.
E agora!
Arrancada, metade, outono
Me deixando o vazio, o abandono
Restituindo-me a morte, e o sempre
De um breu de estrelas vigentes,
Choras
Do esplendor vário de minh'alma
E do mais estranho amor - ou pior,mais estranho do que o mais.
Vitória Braga
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Em copos secos e oceanos rasos,
na areia uma infinitude estelar,
o sol que queima
e ilumina meu dia.
A brisa quente que clama pelo teu beijo
de mel,
que joga açúcar
naquilo que por dentro jazia
morto,
hoje jaz doce.
E agora na lama
Que derrama frio,
Nasce um novo breu
das ações que viraram ócio,
um escuro claro
que simples como uma supernova esconde o que há de mais conflitante,
que da poeira levaram.
Pois inauguraram o mais cheio deserto
onde você se faz esfinge e oásis,
se faz deusa
de Marte e mares
e da soma dos nossos átomos,
que gritam pelo teu corpo em chamas,
anseio por tudo
pelos seu lábios doces,
Quentes.
Vermelhos,
macios.
Pelo seu abraço apertado,
mas anseio mesmo
o seu sorriso
que tampa metade de seu rosto suave
quando sem graça já não sabe
o que dizer.
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Nessa terra o sol é mais visível
E seu vasto disco toca horizontes,
Não há gelo ou neve, pós o frio é só metáfora.
É onde os mares calmos, tem maravilhas jamais vistas no mundo habitual.
E a visão que se tem dos corpos celeste,
São vista até em lugares ermos.
O país da luz eterna.
Ali descobri o poder extraordinário que atraí o ponteiro da bússola,
E certamente satisfarei minha curiosidade
Com a parte do mundo nunca antes vista.
Pisarei na terra nunca antes marcada pelo passo do homem.
Porque é essa a terra que suspende o medo do perigo,
E o da morte.
E se está supondo que todas essas conjecturas sejam falsas,
Saiba que não se pode contestar o inestimável benefício que poderei legar
Pós o imaginável também pode ser real.
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Nessa ingenuidade macabra,
Cujo requintadas combinações de sentimentos humanos fluem.
Um expediente que exercita recursos inexplicáveis do cérebro.
Onde o herói é extinto pelo medo
E o mal ficcionista a mente se tornando infalível.
O lugar que tudo pode acontecer
Onde o irreal se torna real
E o bem se torna mal.
Onde o alívio e a tenção
Só acaba quando punha os pés no chão.
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Me salva dessa areia movediça, que me leva sentimentos mais para o céu.
Desse cometa que me bombardeia.
Me salva desse mar de ilusões que me sufoca e que me faz respirar
Desse oceano de lágrimas, águas frias que queimam.
Me salva dessa fraqueza que me deixa cada dia mais forte.
Desse poço auto que eu caí, o qual eu flutuo.
Me salva desse que hoje me faz chorar, mas que um dia já me fez rir.
Dessa antipatia mútua que me envolve.
Me salva do inquebrável homem formal, o qual tem um instinto animal.
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Doente e infectado pelo próprio ego,
Fantoche de seu próprio desejos e dependente de sua gula,
Descontrolados pela sua ira e soberba,
Vaidosos e sujos,
Um câncer insensível,
O problema do mundo e a ameaça do universo.
Como um frasco de veneno mesclado em um poço.