Bruno Germano @bruno_germano

Selvagem

Se as paredes do Velho Mercado falassem A cidade inteira ouviria, boquiaberta Sobre as loucuras no escuro, a céu aberto Nem sequer a mata do jardim ainda é virgem Não sou o Zé Ramalho Com um belo Chão de Giz Papéis e o verde da paisagem Foram um nobre assoalho Éramos os Dois Animais de Alceu Valença Violando morais carnais nas praças Indecentes, desprovidos de vergonhas À vontade, como cães atrevidos nas ruas Selvagem como sou Ardente e sem pudor De vontade dominante E desejo inconsequente Vou te tomar de assalto Te levar fora do tempo e do espaço Possuir com força o seu corpo nu Num ato insano de amor

Comentários · 1

  1. Clemis

    uau, adorei! parabéns

    Responder
    1. Bruno Germano

      Fico satisfeito em saber, muito obrigado!!!🙂🙂🙂