Dismorfia de mim
Eu sinto falta de amores passados, de segundos de felicidade, do pó que ficava na estante. Eu sinto demais o que deveria ser menos. Meu coração encolhe, e quando eu o espremo — tipo uma laranja pra fazer suco — as gotas que escorrem na vasilha amarela, não são de dor: são os mais belos sorrisos que já dei. São o rastro da minha alma que me marca, que me mostra que a minha felicidade e esperança são deveras maiores que o abismo desta casca que, muitas vezes oca, eu habito. Como pode? Com tais ingredientes: água, limão, açúcar e gelo... o resultado deveria ser uma limonada. Mas algo falta. E nessa ausência, eu acabo servindo um copo de Sprite: com gelo, uma rodela de limão, com um certo ar de refresco para o meu próprio paladar. E com os olhos meio cerrados, incrédula, fico olhando meu reflexo desfigurado no vidro do copo. E talvez, mas só talvez, eu não seja tão amarga assim. Beatriz Stolfo
K
Que poema mais lindo ein, queria eu saber fazer umas metáforas tão bem construídas assim
Beatriz
muito obrigada! te ajudooo!
POEMICIDA®
Seja muito bem vinda Beatriz, rostinho novo na área...😅
Beatriz
muitooo obrigadaaaaaa
Beatriz
mira me, yo soy brasileña! hajahah
Beatriz
meu vô faleceu anteontem, então nao estou muito bem, agora.tranquila, mas ainda difícil
Beatriz
hahahahahah faz parte, muito obrigad
POEMICIDA®
Oi Bia, você sumiu de lá, tá tudo bem? Saudades das resenhas...😅
Beatriz
apaguei o app ajajshshshs
POEMICIDA®
Ah, que pena mulher, tava tão bom conversar contigo...kkk