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.B.

@belas · desde 2021

Meus poemas transcritos aos sentimentos

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Abraço

Eu vou degustar o prato morno, E suas saladas bem temperadas . Provar a provável e hipotética Delícia da porcelana, Cuspir o fumo do prazer E descer as escadas da sala. E na maior absorção abstrata, Desentender os meus enganos, Complicar minha fala, Por uma vida menos salgada. Vou Agir do modo mais simplista , Como sempre venho feito, Polir os meus argumentos E colocá-los na minha estante , A estante das futilidades..., Lá onde ninguém pode ver Ou contra argumentar .

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Divagando na minha

Vê e crê Pra viver Nas madrugada desatenta eu posso ter A solidão sorrindo A paz voltando e indo Lá aonde o sono acorda E perece Na voz de quem aquece A palavra que bem prefere O pensamento que é o alicerce O vínculo poético do real e a tese Suicida é a lírica desses verso E até parece Que só sou quem me suporta Suspendido pela corda Mas se não me amarraram Ainda penso no que é a verdade Qual é a verdadeira liberdade? Será que é algo palpável Ou subjetivo como toda realidade .

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Vazio

Em cada paz um sorriso se anuncia alegre e claro E no olhar das crianças um brilho que ofusca a maldade No soar do canto enjoado a fadiga de ser único O suor que sinaliza seu treino E nos desencontros da vida enxergamos a criança que se esconde nos encargos de uma culpa que é adulta E quem treina a maldade talvez nunca foi menino Por isso, na tentativa de voltar à juventude,sigo sorrindo.

sinais

Rastejando a palavra O cigarro maltrata as cordas vocais Vou falar em tom maior Sou o melhor Forçando sílabas e cortejando vogais Do algoz ao protagonista desse livro de terror

Auto-estima

Vai levando

Deixar para trás o que não é meu Deixar de sorrir o sorriso seu Deixar de esperar,a esperança envelheceu Deixar de sonhar,a esperança adoeceu Deixar de querer,a esperança então morreu Deixar eu já deixei tudo nas mãos de Deus

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de

doses de whisky, encima da cadeira maços de cigarro ,com maconha na mochila, uma tesoura suja no pescoço,a jóia mais barata de enfeite,o meu sangue despejado,na camisa mais cara.

Poema

...

batendo bandeco na rua murtinho tava muito bom esse arros com feijão de barriga cheia ja tava mortinho cala bola jão,se você falar de nojeira te dou um muquetão acendo um cigarro sentado no murinho ...

Música

numa casa vazia

Eu sou a prova de que no "vácuo" de um único cômodo,pode se incomodar um inquilino,por mais que se veja uma casa cheia de móveis com azulejos brilhosos no banheiro e na cozinha uma geladeira cheia e um armário novo grandão... o vácuo de um cômodo vazio não é nada silencioso... qualquer palavra faz eco até que é legal cantar por lá mas nada se canta nessa casa todo e qualquer cantarolar vira incômodo nesse cômodo vazio. De assoalhos que me lembram a casa de uma senhora que nunca pude conhecer e hoje invoco todo barulho que se faz no silêncio por desejo de incomodar a paz alheia.

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capitorismo

de carteira assinada mais um sobrevivente chega em casa pra dormir depois de fazer a marmita mais um, cê entende? comprando joias falsas no túnel da lapa todo ano e é sempre almejando carros que um salário fixo não merece, pois a meritocracia e você não se batem,saca?.. ja que trabalhou tanto e mais nada sobra se não o stress e uma dor nas costas.

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Arte

a v a l a n c h e

grãos de terra são mistura de sujeira de pedrinhas de seres mortos ou até vivos de adubo é tudo orgânico de tudo um pouco junta tudo em escalas enormes é avalanche que cobre tudo a baixo dos pés há sujeira com pedrinhas com seres mortos e de novo tudo velho há adubo tem de tudo é tudo orgânico de tudo um pouco sopro quente do ar do pulmão de dentro de você abafa o vidro pincel é o dedo fazendo corações com siglas é tão orgânico. o que isso se torna? AVALANCHE!!!

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