Eu vou degustar o prato morno,
E suas saladas bem temperadas .
Provar a provável e hipotética
Delícia da porcelana,
Cuspir o fumo do prazer
E descer as escadas da sala.
E na maior absorção abstrata,
Desentender os meus enganos,
Complicar minha fala,
Por uma vida menos salgada.
Vou Agir do modo mais simplista ,
Como sempre venho feito,
Polir os meus argumentos
E colocá-los na minha estante ,
A estante das futilidades...,
Lá onde ninguém pode ver
Ou contra argumentar .
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Vê e crê
Pra viver
Nas madrugada desatenta eu posso ter
A solidão sorrindo
A paz voltando e indo
Lá aonde o sono acorda
E perece
Na voz de quem aquece
A palavra que bem prefere
O pensamento que é o alicerce
O vínculo poético do real e a tese
Suicida é a lírica desses verso
E até parece
Que só sou quem me suporta
Suspendido pela corda
Mas se não me amarraram
Ainda penso no que é a verdade
Qual é a verdadeira liberdade?
Será que é algo palpável
Ou subjetivo como toda realidade .
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Em cada paz um sorriso se anuncia alegre e claro
E no olhar das crianças um brilho que ofusca a maldade
No soar do canto enjoado a fadiga de ser único
O suor que sinaliza seu treino
E nos desencontros da vida enxergamos
a criança que se esconde nos encargos de uma culpa que é adulta
E quem treina a maldade talvez nunca foi menino
Por isso, na tentativa de voltar à juventude,sigo sorrindo.
Rastejando a palavra
O cigarro maltrata as cordas vocais
Vou falar em tom maior
Sou o melhor
Forçando sílabas e cortejando vogais
Do algoz ao protagonista desse livro de terror
Deixar para trás o que não é meu
Deixar de sorrir o sorriso seu
Deixar de esperar,a esperança envelheceu
Deixar de sonhar,a esperança adoeceu
Deixar de querer,a esperança então morreu
Deixar eu já deixei tudo nas mãos de Deus
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doses de whisky, encima da cadeira
maços de cigarro ,com maconha
na mochila, uma tesoura suja
no pescoço,a jóia mais barata
de enfeite,o meu sangue
despejado,na camisa
mais cara.
batendo bandeco na rua murtinho
tava muito bom esse arros com feijão
de barriga cheia ja tava mortinho
cala bola jão,se você falar de nojeira te dou um muquetão
acendo um cigarro sentado no murinho
...
Eu sou a prova de que no "vácuo" de um único cômodo,pode se incomodar um inquilino,por mais que se veja uma casa cheia de móveis com
azulejos brilhosos no banheiro e na cozinha
uma geladeira cheia e um armário novo grandão...
o vácuo de um cômodo vazio não é nada silencioso...
qualquer palavra faz eco
até que é legal cantar por lá
mas nada se canta nessa casa
todo e qualquer cantarolar vira incômodo nesse cômodo vazio.
De assoalhos que me lembram a casa de uma senhora que nunca pude conhecer
e hoje invoco todo barulho que se faz no silêncio
por desejo de incomodar a paz alheia.
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de carteira assinada
mais um sobrevivente
chega em casa pra dormir depois de fazer a marmita
mais um, cê entende?
comprando joias falsas no túnel da lapa
todo ano e é sempre
almejando carros que um salário fixo não merece,
pois a meritocracia e você não se batem,saca?..
ja que trabalhou tanto e mais nada sobra
se não o stress e uma dor nas costas.
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grãos de terra
são mistura
de sujeira
de pedrinhas
de seres mortos
ou até vivos
de adubo
é tudo orgânico
de tudo um pouco
junta tudo em escalas enormes
é avalanche
que cobre tudo
a baixo dos pés
há sujeira
com pedrinhas
com seres mortos
e de novo
tudo velho
há adubo
tem de tudo
é tudo orgânico
de tudo um pouco
sopro quente
do ar do pulmão
de dentro de você
abafa o vidro
pincel é o dedo
fazendo corações
com siglas
é tão orgânico.
o que isso se torna?
AVALANCHE!!!
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