Estética
Encontrou o homem, na produção Parte da solução Parte de seu coração, Encontrou confiança. E agora cada criação Remonta-nos como criança Ilumina-nos de esperança Antes por roupas metálicas Que engomaram ao luxo e graça Até o esmaltamento da face O corte e recorte em massa Mas ultrapassaram a carcaça Agora nossa última tecnologia Reestrutura de dentro pra fora Injeta confiança em nós mesmos Enquanto o tempo passa Belo é o caminho da máquina! Esconda-nos do outro Até que morra a ameaça Até que o corpo desmonte sua farsa Até retirarmos a confiança do produto E depositarmos na própria raça
G. di Lettieri
É sempre um privilégio ler poemas bem escritos... Crítica excelente aos padrões estéticos vendidos por toda a mídia ao povo. Para que serve o poeta, senão descrever as verdadeiras belezas e criticar quando, necessário (e tem sido extremamente ultimamente)?
Dani
É também um privilégio leitores sedentos por críticas e respostas assim como eu. Você entendeu exatamente o que quis dizer. Havia deixado os poemas por um tempo, mas eles voltam. Eles sempre voltam, não? Obrigada pelo comentário!
G. di Lettieri
De fato... Fazem parte de nós... Eu, de igual modo, opto, muitas vezes, por deixar os poemas, mas não por desinteresse: apenas uma necessidade intrínseca que por vezes nos toma... Mas como bem disseste, eles tornam a nós quando sequer procuramos...
G. di Lettieri
Fico lisonjeado em encontrar pessoas com quem posso partilhar de semelhantes emoções, e é um prazer trocar com as mesmas... Eu quem agradeço...