Adailson poeta @adailsons
Amor

Poema- Cântico a Dulcífera

Quando te vi, dulcífera donzela, meu peito ficou espraiado, como um albor que desperta após longa noite em languidez. Teu olhar possui garridice, uma alvura de auriluz que me faz pendoar as sombras do mundo e buscar teu regaço de brandura. És néctarea, saudosa, etérea, como uma sílfide de auréola cintilante. Teu sorriso é alvíssimo, tua voz é melíflua, teu gesto é suave como aragem. Teu andar tem gentileza, tua presença é primor, tua alma é adamantina, cheia de exímia candura, um mimoso fulgor de delicadeza. Meu coração te vê como inamissível, peregrina do encanto, uma auriluzida flor, plena de meiguice, ternura, formosura, venturosa graça. Tua pele tem alabastro, teus olhos guardam luminescência, teu perfume é inebriante, quase sideral de tão inefável. Quisera eu ser teu vassalo amoroso, render-te láudias, te envolver em querência, dengo, afeição perene, para que saibas que meu espírito vive em fascinação, e minha alma, outrora lassa, tornou-se jubilosa, auriverde, ao tocar a tua presença hipnótica, angélica, estelar. És minha volúpia serena, meu deleite arcano, meu diamantino enlevo, minha quimera benfazeja, meu amor vetusto e sempre-renascido, minha eterna harmonia do éter.

Comentários · 1

  1. Julia Sans

    umm, um cavalheiro da antiga civilização que perfeito