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catedrais

A vida ganhou textura menos peso de armadura uma riqueza alucinante em detalhes como catedrais em Versalhes Amor, não pares acredita em milagres? em mudança dos ares na influência da lua nos mares? Sinto a densidade ruidosa da chuva sem nem estar sob efeito da uva o ressoar dos trovões aos cotovelos ao peito, novelos, à cabeça, novelas E penso em você no seu jeito de ser... e troveja de novo grave, gostoso Nesse farfalhar ruidoso que cai molhado sobre a cidade eu ouço a tempestade Ai que saudade do que a gente ainda não viveu Tu e eu naquelas tu e eu e luz de velas Sorrio lenta e boba cairia bem uma sopa ao sopé do ombro teu boto fé no que me deu Escrevo na madrugada dos quatro pneus arriada nunca me senti assim... Amando e amada sem defesa nem arma só crueza e a beleza que isto encarna.

Comentários · 1

  1. Jeferson de Sá - DesenhistaSete

    "o ressoar dos trovões aos cotovelos ao peito, novelos, à cabeça, novelas" Braba! Admiro!