Coração partido
Estava calada e quieta Me perguntaram: tá com preguiça? Balancei a cabeça afirmando. E fiquei pensando Não é preguiça, é coração partido.
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Estava calada e quieta Me perguntaram: tá com preguiça? Balancei a cabeça afirmando. E fiquei pensando Não é preguiça, é coração partido.
Os papéis voam pela sala Perdidos nos manuscritos de nossas próprias palavras e de nossa vida. Soa o piano do tempo E ressoa a dor feita no coração Amarga o céu da boca E engole seco o café.... Digo, é só mais um dia Mais um dia de suportar a solidão.
Continuar lendoÉ uma noite qualquer A insônia bate brusca na porta Eu disse: espera querida Tava esperando por você, está atrasada! Entra pra ouvirmos Lana del Rey Só mais umas quinhentas vezes.
Não sabia o porquê de tudo isso. E quanto mais eu mergulhava, Eu me perguntava: Chorava porquê mesmo? Por raiva Por frieza Pelas incertezas Pelas tristezas no caminho Por ser humana e ser mulher. Para mim, eu já estava morta, Se eu dissesse a alguém isso, me diriam que não Mas não estamos todos mortos bem aqui? Dentro do nosso coração? O Eu perdido nos escombros, De tantos nomes poderiam chamar lho. Mas passo pela pungente vida, Que em demasia luta todo dia Renasce e brota da lama, tal qual lótus em flor. Tão assaltada por assobios que renascem a cada manhã Atordoada e sem nenhuma importância isso tem ao universo... Assim eu pensara. Que eu era uma partÃcula Reduzida ao nada Consumida por tantas histórias mal elaboradas. Como criança levando a palmatória, Sem saber o porquê do castigo. Que sejam Eva e Adão os castigados! Eu só queria ser bolha, ser uma gota no oceano Ser completamente um nada.
Continuar lendoEntre sorrisos bobos e conversas profundas A gente se escolheu em meio a distrações da vida. É, você tem o meu tipo de caos.
Penso eu, que o amor é tal qual a flor de lótus que não procura o lago, nem teme o pântano. Floresce da lama, erguendo beleza do que parecia ruÃna. Em mim, o amor abriu suas pétalas, nas noites mais sombrias. Meu amor, eu era pântano e solidão, mas renasci da lama, quando encontrei tua mão.
Continuar lendoO amor passou por mim tal como vento entre as árvores. Estava distraÃda, me pegou de jeito, arcano do carro e seu cavaleiro.
Eu tinha tanto a dizer Eu tinha um oceano de palavras, Mas a linguagem jamais alcançou a profundidade exata do que eu sentia. Por hora, estamos limitados à isso meu bem, ao peso das palavras. Permaneci suspensa na tênue fronteira do irreal, extraviada nos corredores luminosos de uma mente que jamais aprendeu repouso. São devaneios... Não sei se foi medo ou a forma mais cruel do pavor. Apenas tornei-me isto: uma criatura desmedidamente sensÃvel, incômoda como poeira nos olhos de quem jamais suportaria enxergar além. Sabe, é exaustivo resguardar a lucidez quando a Alma se dissolve neste imenso mar de confusões onde já não distingo o que verdadeiramente sou daquilo que os outros derramam em mim. E, no entanto, o outro... ah, aquele outro. Tão desprovido de incêndios, tão pálido de essência, um vulto sem assombro, sem tempero, sem abismos, sem eternidade alguma. Talvez esse meu egoÃsmo ultrapassou buracos negros e constelações. Mas quem sustenta a régua capaz de medir os excessos do vazio? Porque me sinto assim: uma estrada desabitada, _ e simultaneamente submersa num mar secreto que só meus pulmões conhecem. metafórico. Esse mar é obscuro. é implacável. Antigo como a dor que não encontra nome. E talvez ele seja a única herança legÃtima daquilo em que me transformei. Se você tomar destas águas, não te prometo salvação nem eternidade. Ofereço-te apenas uma travessia silenciosa até o centro do meu coração. esse território em ruÃnas que há muito tempo, muito antes de ti, aprendeu a permanecer quebrado.
Continuar lendoQuerido, Não sei nomear o que sinto. Na palavra mora meu tropeço e ato falho — pois toda tentativa de dizer te o que realmente sinto contradiz o silêncio que meu espirituoso coração habita. Nesta casa silenciosa há viscetude de uma verdade em lágrima. Se te confesso o que me queima, Me vem o temor que duvides, e na dúvida, o amor se veste de mentira. Mas eu sei — ah, eu sei — te olhar. És o objeto inteiro da minha ternura, a paz que repousa meu viver, a nobreza dos meus dias quando te penso. Como as estrelas, que não dizem palavra alguma e, ainda assim, sustentam o universo, assim sou eu — silenciosa, imensa e eterna — a te amar.
Continuar lendoApós intensas tempestades e noites de tormenta, é que se torna possÃvel sonhar. Essa estranha e assombrosa capacidade de plasmar… Compreendo perfeitamente a semente que brotou da árvore, pois somente a árvore ousou sonhar com a sua semente, ainda que semeada sob a névoa da incerteza. E eu, em meu Ãntimo, guardo sonhos incrustados como diamantes na coroa de uma rainha. Por vezes sinto-me oco e vazio, mas minha capacidade de reflorescer, tal qual a borboleta que se abre em meio ao jardim, é sempre abrigo sem termo, na eternidade do coração e de sua linha infinita. Pois aqui, dentro de mim, habitam incontáveis borboletas em meu próprio jardim.
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