Eu só queria ser um nada.
Não sabia o porquê de tudo isso. E quanto mais eu mergulhava, Eu me perguntava: Chorava porquê mesmo? Por raiva Por frieza Pelas incertezas Pelas tristezas no caminho Por ser humana e ser mulher. Para mim, eu já estava morta, Se eu dissesse a alguém isso, me diriam que não Mas não estamos todos mortos bem aqui? Dentro do nosso coração? O Eu perdido nos escombros, De tantos nomes poderiam chamar lho. Mas passo pela pungente vida, Que em demasia luta todo dia Renasce e brota da lama, tal qual lótus em flor. Tão assaltada por assobios que renascem a cada manhã Atordoada e sem nenhuma importância isso tem ao universo... Assim eu pensara. Que eu era uma partícula Reduzida ao nada Consumida por tantas histórias mal elaboradas. Como criança levando a palmatória, Sem saber o porquê do castigo. Que sejam Eva e Adão os castigados! Eu só queria ser bolha, ser uma gota no oceano Ser completamente um nada.
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.