Mais um dia termina,
o cansaço predomina e a noite ilumina.
Me peguei pensando, embora exausto
no que fiz, podendo fazer melhor e o passo dado em relação ao anterior.
No instante outrora constante,
que o passado se tornou distante
e na mente um mirante...
Olho pró amanhã,
pensando em melhorar
com esperança num dia melhor
comigo a postos e a buscar ser maior.
Pois a vida respira na diferença,
é feita de um monte de tentar de novo.
Errar, relaxar, pensar e voltar a fazer de novo.
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Ontem, hoje e o avante,
três passageiros no mesmo vagante.
Um olha a janela e suspira,
outro segura firme no volante
e o outro cochila, sonhando com a próxima paragem.
E nenhum desce antes da hora
pois a estrada é uma só,
e o bilhete já foi pago.
Cada um no seu instante
impacta de forma constante,
no presente e momento distante...
E no fim a gente entende
que nenhum deles é desperdiçado,
vezes é lembrado, outras esquecido mas nunca apagado.
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E se eu morresse?
Quem lembraria de mim?
Quem choraria?
Quantas homenagens fariam?
E quanta saudade sentiriam?
Talvez muitas.
Talvez nenhuma.
Afinal, eu era um zero à esquerda.
Alguém que ninguém nota na família,
mais fardo do que complemento,
vivendo um tormento.
Para o meu pai, talvez um alívio.
Para a minha mãe, um sofrimento.
Para os outros,
apenas mais uma tragédia...
resto do resto.
Quem sabe eu mudasse?
Com o tempo, talvez ficasse melhor.
Talvez causasse menos desgraças.
Mas nem eu, nem você, jamais saberemos.
Desculpa por existir, mãe.
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Parecem mais performar que outra coisa
um jogo de validação, onde a verdade virou sinal de imperfeição.
Se o que conhecemos fosse verdadeiro,
não andávamos todos de balaclavas.
Escondendo o que somos, do que aparentamos
aquilo que pensamos e fazemos.
E nem eu gosto de ficar completamente nu,
exposto diante de pessoas vestidas.
Se tiro uma peça, o meu semelhante também tem que tirar,
quando estiver despido, estamos os dois.
É que se me abro com os outros,
é porque sinto que estes se abrem comigo...
E dessa forma ninguém acaba mentindo.
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Mais um dia termina,
o cansaço predomina e a noite ilumina.
Me peguei pensando, embora exausto
no que fiz, podendo fazer melhor e o passo dado em relação ao anterior.
No instante outrora constante,
que o passado se tornou distante
e na mente um mirante...
Olho pró amanhã,
pensando em melhorar
com esperança num dia melhor
comigo a postos e a buscar ser maior.
Pois a vida respira na diferença,
é feita de um monte de tentar de novo.
Errar, relaxar, pensar e voltar a fazer de novo.
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Ontem, hoje e o avante,
três passageiros no mesmo vagante.
Um olha a janela e suspira,
outro segura firme no volante
e o outro cochila, sonhando com a próxima paragem.
E nenhum desce antes da hora
pois a estrada é uma só,
e o bilhete já foi pago.
Cada um no seu instante
impacta de forma constante,
no presente e momento distante...
E no fim a gente entende
que nenhum deles é desperdiçado,
vezes é lembrado, outras esquecido mas nunca apagado.
-Escrito por Erick Pedro, aos 14 de julho de 2026.
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2020 lembra da pandemia,
2021 a volta parcial da vida.
2022 dez anos da teoria de que o mundo acabaria,
e 2023 traz saudades do que já se passou.
Acontecimentos, tragédias e isolamentos,
vi o mundo mudar perante os meus olhos.
A vida girando entre altos e baixos,
e os dias indo embora como o vento.
Ganhei uns centímetros, trabalhei o físico
e apreciei bons momentos.
Vieram dias agitados,
outros calmos e alguns distraídos.
Olho para fotos no telemóvel,
no braço algumas tatuagens
e na mente memórias frágeis.
De todos os acontecimentos,
do que apreciei e do que não gostei…
tudo na mente guardei.
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2016 passou há dez anos,
2017 já lá vão nove.
2018 se foi com a nostalgia da Copa,
e 2019 em vibes pré-pandemia.
Revelam cinzas do passado,
pérolas outrora vividas, memórias de certos dias.
Risadas, frases ditas e promessas feitas —
umas cumpridas, outras levadas ao vento.
Lembrar desse período
traz um sentimento de ausência,
misto de graça pelo que passou
e saudade do que ficou.
Desde os dias de tempestade
até os de calma e sombra aconchegante.
Guardo uma foto no bolso,
no braço uma cicatriz
e na mente lembranças lindas.
De tudo que passou,
aprecio como vinho guardado na memória.
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Um vais acordar e perceber,
que a adolescência tá se passando
que os dezassete tornarão em dezoito, e que os próximos 7 anos serão agitados.
Que a hora tá se aproximando,
as memórias vão ficando e o tempo em direção ao futuro.
Que num dia dia não tens mais 17,
e vais avante ao devir.
Nessa idade a ansiedade se respira,
o medo de errar abomina.
Marca um divisor de águas,
divide dois caminhos: Um largo e um estreito,
onde cada decisão afeta e muda o trajeto.
E percebes que os 17 são mais do aparentam ser...
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O quase é a parte mínima da vida,
anda junto às escolhas, perdas e quedas.
É o instante em que o abismo respira antes do passo,
o segundo que antecede o impacto,
a margem entre o feito e o perdido.
O acidente que quase ocorreu,
a ofensa que quase foi dita,
o caminho que nos desviou do irreparável,
tudo isso é uma tatuagem sem tinta,
marcas invisíveis que nunca se apagam.
Faz parte da condição humana:
somos criaturas do “quase”.
Quase íntegros, quase coerentes, quase justos,
vivemos suspensos entre aquilo que somos
e aquilo que poderíamos ter sido.
O quase é a fronteira entre o possível e o real,
o palco onde se desenrola a tragédia e a grandeza do homem,
o fio invisível que separa a vida daquilo que se perdeu,
e, ainda assim, nos lembra de caminhar.
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