Baile de máscaras
Parecem mais performar que outra coisa um jogo de validação, onde a verdade virou sinal de imperfeição. Se o que conhecemos fosse verdadeiro, não andávamos todos de balaclavas. Escondendo o que somos, do que aparentamos aquilo que pensamos e fazemos. E nem eu gosto de ficar completamente nu, exposto diante de pessoas vestidas. Se tiro uma peça, o meu semelhante também tem que tirar, quando estiver despido, estamos os dois. É que se me abro com os outros, é porque sinto que estes se abrem comigo... E dessa forma ninguém acaba mentindo.
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