Cúmplices do mesmo luar
A distância é apenas uma convenção da terra, porque o meu coração recusa-se a aceitar qualquer espaço entre nós. Mesmo que haja mapas, estradas e oceanos a separar as nossas mãos, o nosso amor habita uma dimensão onde a geografia não tem poder. Quando o dia se apaga e a saudade se torna um sobressalto no peito, eu não me entrego à solidão. Ergo os olhos para a noite e contemplo a mesma Lua, essa luz antiga e cúmplice que sei que, neste mesmo instante, toca a tua pele e reflete no teu olhar. Sob o mesmo céu crivado de estrelas, o universo transforma-se na nossa sala de estar. Cada astro aceso é a prova viva de que respiramos o mesmo ar, de que sonhamos sob o mesmo teto e de que o tempo longe de ti é apenas uma contagem decrescente. Olhar para a mesma claridade não é um consolo para a tua ausência, é a minha certeza inabalável de que estamos entrelaçados. Não importa a distância que o mundo imponha aos nossos corpos: quem partilha o mesmo luar nunca está verdadeiramente longe, e o nosso abraço é uma promessa que a vida já começou a cumprir. Pode o mundo inteiro colocar-se entre nós, mas enquanto a tua pele e a minha forem tocadas pelo mesmo luar, saberás que o meu amor não te espera no fim da estrada, ele já mora em ti, a cada segundo, debaixo do mesmo céu.
Arturo
Belíssimo poema Yasmin. Enquanto houver Lua, a alma floresce.
Mow Canela 🤍🤎
E enquanto a alma souber sentir, a poesia encontra seu caminho. Muito obrigada pelo carinho, Tito!
Everton Castilho Fernandes 46 anos.
lindo poema Yasmin, forte.
Mow Canela 🤍🤎
Obrigada meu amigo Everton 😃