Eu nem sei o que a gente tem,
Mas sei que não quero com mais ninguém.
Seu café esfriou na mesa,
E eu perdido na sua beleza...
Você ri do nada e o mundo para,
A tua voz é a minha música rara.
Se é feitiço, mania ou coincidência,
Eu só sei que perdi a paciência
De tentar disfarçar o que o peito sente.
A verdade é que eu quero a gente!
Vem cá, me dá tua mão,
Faz bagunça no meu coração!
Eu troco o mundo por um minuto teu,
Só pra você lembrar que o teu amor sou eu.
Não precisa de pressa, nem de explicação:
O teu abraço é minha melhor canção.
O teu cheiro ficou no meu casaco,
Eu admito, perto de você sou fraco.
Me pego sorrindo olhando pro celular,
Esperando tua mensagem só pra avisar
Que o dia foi bom, mas fica bem melhor
Quando no final a gente tá num abraço só.
Se é feitiço, mania ou coincidência,
Eu só sei que perdi a paciência
De tentar disfarçar o que o peito sente.
A verdade é que eu quero a gente!
Vem cá, me dá tua mão,
Faz bagunça no meu coração!
Eu troco o mundo por um minuto teu,
Só pra você lembrar que o teu amor sou eu.
Não precisa de pressa, nem de explicação:
O teu abraço é minha melhor canção.
Pode ser num domingo à tarde ou numa segunda qualquer,
Eu só quero ser o motivo do teu sorriso de mulher.
Se o amor é simples, a gente acertou em cheio,
Sem medo, sem freio, do começo até o meio...
E pro fim? Ah, pro fim não tem data não!
Vem cá, me dá tua mão,
Faz bagunça no meu coração!
Eu troco o mundo por um minuto teu,
Só pra você lembrar que o teu amor sou eu.
Não precisa de pressa, nem de explicação:
O teu abraço é minha melhor canção.
É... o teu abraço é minha melhor canção.
Faz bagunça,
Vem pra cá...
Que onde você tá, é o meu lugar.
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Em cada curva do destino, tua existência é a minha maior certeza. Obrigado por ser o meu lar
Antes de ti, eu era apenas margem;
Contigo, descobri a imensidão do mar.
Aprendi que o amor não é promessa de passagem,
é morada perfeita onde a alma quer ficar.
Neste ciclo de luz que a vida nos deu,
vi a minha história ser reescrita na tua mão.
Tudo o que era silêncio em mim floresceu,
e o teu nome virou a rima do meu coração.
Tu és o mistério que o tempo não apaga,
a certeza bonita no meio do incerto,
a paz que acalma quando o peito se alaga,
o meu porto seguro, o meu céu aberto.
Te amar me ensinou a grandeza de ser,
a deixar que a aflição se transforme em bonança.
É sentir tua presença sem nem te mover,
é saber que o amor é a mais pura aliança.
Se as palavras do mundo pudessem somar
todo o espaço que ocupas em meu pensamento,
faltariam os livros, os céus e o luar
pra traduzir a força deste sentimento.
Eu te levaria em cada suspiro, em cada jornada,
até onde a vida decidir me conduzir.
Pois sem o teu abraço, a estrada é velada,
e contigo, o universo é feito pra fluir.
Tu és meu primeiro, meu único e eterno querer,
a alma que a minha escolheu pra amar.
Enquanto houver ar em mim pra viver,
é nos teus braços que vou me transbordar.
Obrigado por simplesmente existir e fazer do meu mundo um lugar onde o amor aprendeu a morar.
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Ainda que duvides, a minha alma traz guardada a promessa de te amar por toda a eternidade. Foste o meu primeiro amor, aquele que abriu as portas do meu peito e gravou teu nome onde tempo nenhum consegue apagar.
Na margem onde a areia fita o abismo,
ela parou, a pele tingida da cor exata
do âmbar da terra que o sol mais ama.
O Mar, antigo e turquesa, estancou o próprio fluxo,
seus olhos líquidos fascinados por uma beleza
que nenhuma de suas lendas jamais previu.
"Onde aprendeste a desenhar?", perguntou o oceano,
com voz de espuma acariciando os pés dela.
"Vê a tempestade de teus cachos, como se entrelaçam,
como se cada mola fosse um segredo do vento?
Eu tenho ondas poderosas, mas nenhum de meus desenhos
possui essa mística, esse mistério que te coroa."
Ela, com o olhar voltado ao infinito onde as cores se casam,
levou a mão ao peito onde o peito guardava mundos,
e perguntou ao velho mestre das águas:
"Diz-me, mar: como acalmar esta maré secreta,
essa onda que avança no peito e me afoga,
quando a alma transborda em silêncio e solidão?"
O Mar suspirou, erguendo espumas como quem aprende a lição:
"Filha da terra e do sol, nunca enterres teu próprio caudal.
Eu sofro porque guardo abismos que ninguém navega;
mas tu tens o dom de entregar o que pulsa e ama.
É mil vezes mais nobre dizer que se ama,
do que deixar o peito naufragar no transbordo da solidão."
E ali, ouvindo o conselho que virou âncora e brisa,
ela abriu o mapa do peito e deixou o amor correr livre.
O Mar sorriu na espuma, espelhando a sua coragem,
entendendo que a verdadeira imensidão não está em se fechar,
mas em ter a coragem de entregar o que transborda.
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O teu ateliê cheirava a papel molhado e pigmento fresco.
As grandes janelas abertas deixavam entrar a brisa da noite,
mas o verdadeiro perigo estava na tua mão trêmula
que largou o pincel de cerdas macias para tocar o meu quadril.
Tu não querias pintar o papel; querias me traduzir em cor.
Na mesa de madeira, entre pratos de cerâmica e godês cheios de água,
tu me sentaste devagar.
O toque do teu dedo molhado em tinta diluída no meu pescoço
foi o traço inicial, um arrepio frio que acendeu o meu corpo.
A água escorria entre os meus seios, e tu, com a boca,
seguia cada gota como quem bebe a própria obra.
Rendida ao teu ritmo, puxei-te pelo colarinho,
sentindo a tua respiração desordenada contra a minha.
De costas para a janela, entreguei-me à tua fúria contida.
O roçar das tuas mãos, cheias de pigmento e desejo,
deixava marcas de carmim e azul-escuro nas minhas coxas,
transformando a minha pele no teu papel mais valioso.
O movimento dos nossos corpos fazia a mesa estalar,
derramando os copos de água sobre o chão de madeira.
O ritmo era fluido, contínuo, como a tinta que se espalha sem pedir licença.
Tu me seguravas com força, os teus olhos cravados nos meus,
devorando cada suspiro, cada contorção,
misturando o meu suor com a tua cor em uma dança profana.
E quando a onda do orgasmo explodiu,
foi um borrão perfeito de sensações, um tremor que nos fundiu em um só tom.
O teu gemido rouco, abafado no meu ombro,
foi a tua assinatura no meu corpo quente e marcado.
Ficamos ali, sem pressa, enlaçados no meio das folhas espalhadas e da tinta diluída.
A água e o suor lavavam aos poucos os pigmentos,
mas a certeza daquele momento continuava desenhada em mim.
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Perguntei ao meu peito em segredo,
olhando no fundo dos olhos teus,
como foi que aprendi, sem ter medo,
a te amar desse jeito tão meu.
Como coube no peito essa imensidão?
Como o tempo inventou esse nó?
Procurei pela lógica ou explicação,
mas o amor não se explica, se dá só.
Te disse no embalo do nosso momento:
“Não sei como pude te amar tanto assim...”
E no teu sorriso, em tom de lamento,
encontrei a resposta que coube em mim.
Você me olhou, decifrando a questão,
com a paz de quem sente o mesmo mistério:
“Você não sabe, e eu também.”
E o silêncio virou nosso caso mais sério.
Não sabemos a fonte, nem a direção,
não sabemos por que o peito transborda.
Mas sabemos a força dessa união,
que na dúvida do 'como', o 'sentir' nos acorda.
Se amar desse jeito é não entender,
que a gente continue sem ter a resposta.
O segredo do mundo é te ter e saber:
que a dúvida é a paz que o peito aposta.
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Nasci do sopro de quem veio antes,
da pisada firme de quem não dobrou o joelho.
Carrego no peito um colar de memórias,
e a cor da minha pele é o meu próprio espelho.
Sou o fruto maduro de uma árvore antiga,
de raízes profundas, fincadas na terra,
onde a dor do passado virou sabedoria
e cada cicatriz é troféu de uma guerra.
Olho para trás e vejo a linha do tempo:
a mão da minha avó moldando o destino,
o olhar da minha mãe me ensinando a postura,
o fio invisível que costura o divino.
Delas recebi a coroa imperfeita,
mas feita de ferro, de garra e de luz,
para lembrar que a mulher que eu me tornei
não se curva ao peso da cruz.
Minhas curvas são caminhos traçados pela história,
são ondas de um mar que ninguém represou.
Há uma nobreza esculpida em meu corpo,
que o tempo respeita e a terra soprou.
E no topo da cabeça, a minha coroa:
o crespo que desafia a gravidade,
cada cacho é uma mola de resistência,
cada curva do fio é busca por liberdade.
Cabelo que guarda o cheiro da terra,
que se ergue ao céu em sinal de poder,
raiz que me lembra de onde eu venho
e a força exata do meu renascer.
Não baixo a cabeça, pois a minha coroa cai.
Não me apequeno em espaço nenhum.
Sou a essência viva, a pele preta que reluz,
a soma de milhares que convergiram em um.
Sou filha de raça, de garra e de axé,
sou a promessa do que ainda virá.
Enquanto eu respirar, minha voz é o eco
daquelas que a história jamais calará.
Respeite o meu tom, respeite a minha cor,
o meu crespo é coroa, poder e valor.
Minha pele é história que o tempo gravou:
sou o sonho sagrado que a ancestralidade plantou.
Respeite o meu tom, respeite a minha cor,
o meu crespo é coroa, poder e valor.
Minha pele é história que o tempo gravou:
sou o sonho sagrado que a ancestralidade plantou.
A lágrima não caiu, mas as palavras deram vida à arte. Nenhum preconceito apaga quem eu sou.
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Se a lua me procurar no horizonte das horas,
diga-lhe que me perdi no relevo da tua ausência.
Não há bússola que resgate quem se deixa tragar,
nem farol que resgate a alma que escolheu naufragar.
Tu és a maré alta que desmancha minhas certezas,
a ressaca violenta que arrasta meus pés do chão.
Tento erguer muros de esquecimento,
mas teu sorriso é o sol que liquida qualquer escuridão.
Submerso no tom preto do teu olhar,
não me resta fôlego, nem pressa de ressurgir.
Pois se o preço de te amar é o sufoco da entrega,
prefiro morrer afogado a ter que te ver partir.
Que o vento da tua lembrança desfaça meu prumo,
que a tua gravidade me puxe para o teu fundo.
Porque tentar te esquecer é ilusão dos tolos:
você não é apenas a onda,
você é o próprio oceano que engole o meu mundo.
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A distância é apenas uma convenção da terra,
porque o meu coração recusa-se a aceitar qualquer espaço entre nós.
Mesmo que haja mapas, estradas e oceanos a separar as nossas mãos,
o nosso amor habita uma dimensão onde a geografia não tem poder.
Quando o dia se apaga e a saudade se torna um sobressalto no peito,
eu não me entrego à solidão.
Ergo os olhos para a noite e contemplo a mesma Lua,
essa luz antiga e cúmplice que sei que, neste mesmo instante,
toca a tua pele e reflete no teu olhar.
Sob o mesmo céu crivado de estrelas,
o universo transforma-se na nossa sala de estar.
Cada astro aceso é a prova viva de que respiramos o mesmo ar,
de que sonhamos sob o mesmo teto
e de que o tempo longe de ti é apenas uma contagem decrescente.
Olhar para a mesma claridade não é um consolo para a tua ausência,
é a minha certeza inabalável de que estamos entrelaçados.
Não importa a distância que o mundo imponha aos nossos corpos:
quem partilha o mesmo luar nunca está verdadeiramente longe,
e o nosso abraço é uma promessa que a vida já começou a cumprir.
Pode o mundo inteiro colocar-se entre nós, mas enquanto a tua pele e a minha forem tocadas pelo mesmo luar, saberás que o meu amor não te espera no fim da estrada, ele já mora em ti, a cada segundo, debaixo do mesmo céu.
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