Não se vá, o tempo não espera,
A vida é um sopro, um instante apenas.
Fique, pois o amor ainda pode nascer,
E o sorriso tem força para renascer.
O caminho da vida é incerto e profundo,
Mas contigo, tudo parece mais claro no mundo.
Não se vá, há tanto ainda por viver,
E o amanhã pode nos surpreender.
Eu tentei ser melhor
do que aquilo que eu sou.
Prometi mudanças
que nunca soube cumprir.
Olhei para trás muitas vezes
procurando um culpado,
qualquer coisa
que tirasse o peso de mim.
Mas a verdade
não gosta de ser empurrada.
Ela volta devagar
e fica parada na frente
até que alguém tenha coragem
de olhar.
E quando eu olhei
não havia ninguém ali
para culpar.
Nenhum destino cruel.
Nenhum erro do mundo.
Só minhas escolhas
espalhadas pelo caminho.
E o silêncio estranho
de perceber tarde demais
que fui eu
quem esteve no controle
o tempo todo.
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Era uma vez um tolo
que acreditava que encontraria
um propósito para a sua vida
em algum ponto do caminho.
Então ele caminhou.
Atravessou dias longos,
noites silenciosas,
estradas que pareciam prometer algo
logo depois da próxima curva.
Mas o caminho se estendia
cada vez mais longe.
O propósito nunca apareceu.
E, com o passar do tempo,
o peso dos passos se tornou maior
do que a esperança que o empurrava adiante.
Foi então que ele parou
e olhou para trás.
Havia apenas pegadas
se perdendo na poeira.
Nenhum sinal.
Nenhuma resposta.
E ele se perguntou
se estava procurando no lugar errado,
ou se o propósito era apenas uma história
que os homens contam
para tornar o caminho menos vazio.
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Não fuja da verdade.
Não se esconda.
A escolha é sua.
O tempo corre como um rio
e nada permanece em suas margens.
Tudo que vive
é levado pela corrente.
Sonhos, promessas, nomes,
tudo passa
como folhas soltas na água.
O que sobra para trás
é apenas um eco
do que poderia ter sido,
um “talvez”
afundando devagar no silêncio.
E nós seguimos junto,
arrastados pelo fluxo,
sem rumo verdadeiro,
sem porto,
sem retorno.
Até que o rio termina.
E no fim da corrente
há apenas o abismo,
onde a escuridão
é a única verdade
e o silêncio
é a única resposta.
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Na vida, a gente quase nunca percebe
o valor de quem está aqui.
Só entende o quanto era importante
quando aquela pessoa já não está ali.
Enquanto está perto, parece comum,
parte simples da rotina do dia.
A gente acha que sempre vai ter tempo,
que amanhã resolve o que não dizia.
Tem alguém ao seu lado agora,
mesmo que você nem preste atenção.
Alguém que espera um gesto sincero,
um pouco de cuidado, um pouco de atenção.
O tempo não avisa quando leva,
não faz barulho ao partir.
Quando você sente a falta,
já não há como corrigir.
Por isso valorize hoje,
fale, escute, esteja presente.
Porque depois que vira lembrança,
a saudade pesa na mente.
Não complique o que é simples,
nem adie o que pode fazer.
Quem está ao seu lado agora
pode não estar amanhã com você.
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O sonho não começa suave.
Ele invade.
Escorre pelos meus pulmões como água morna,
brilha por dentro
e ainda assim pesa.
Eu respiro.
Mesmo sabendo que não é ar.
Há uma beleza perigosa nisso.
Algo que vibra forte demais,
quase brutal.
O peito aperta
e eu não recuo.
A superfície nunca me prometeu nada.
Aqui embaixo, pelo menos,
tudo lateja.
Meus pés não tocam o fundo.
O alto desapareceu faz tempo.
Fico suspenso nesse meio impossível
onde cada sensação cresce
até doer.
O sonho sussurra promessas
afiadas.
Diz que posso desejar sem culpa,
que posso tocar o que arde
sem baixar os olhos.
Diz que existe um lugar
onde minha fome não se esconde.
Eu acredito.
Mesmo quando a água pesa nos ombros.
Mesmo quando os olhos queimam.
Cada lembrança vira correnteza.
Cada vontade puxa meus tornozelos.
Meu nome perde contorno.
Minhas certezas afundam primeiro.
Há um instante em que o medo se cala.
Não por coragem.
Por rendição.
O corpo deixa de resistir
e a água me toma.
Se for para afundar,
que seja aqui,
onde o coração vibra alto demais
para caber no mundo seco.
Que seja nesse sonho
que me atravessa,
me desfaz,
me dissolve
e ainda assim me faz escolher
ficar.
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A madrugada se deita fria
e a cidade inteira descansa.
Só a minha mente não.
Ela desperta, me puxa pelos pés e me arrasta para dentro de mim.
Eles chegam devagar.
Sentam na beira da cama,
encostam no meu ombro
e respiram no mesmo ritmo que eu.
Sejam bem-vindos.
A casa está bagunçada,
mas vocês nunca se importaram com isso.
O que trouxeram hoje?
Quais desastres ensaiaram para amanhã?
Quais lembranças decidiram repetir até ferir de novo?
Meu coração dispara
como se algo estivesse prestes a acontecer.
Mas nada acontece.
É só o medo encenando tragédias que talvez nunca existam.
E você também veio.
Preocupação excessiva
com o que ainda nem aconteceu.
Sente-se. A noite é longa.
Durante o dia ninguém percebe.
Eu sorrio fácil,
faço graça,
seguro o mundo dos outros
com mãos firmes.
Sou abrigo para quem desaba.
Sou riso alto nas conversas.
Sou equilíbrio aparente.
Mas aqui,
no quarto escuro e desorganizado,
eu tiro a máscara
e o silêncio me reconhece.
Aqui eu não sou forte.
Sou aquele que ninguém vê.
Há quanto tempo vocês me visitam?
Eu já não sei.
Talvez sempre tenham estado aqui.
Faz tempo que não me encontro no espelho.
Faz tempo que vivo no automático.
Faz tempo que não vivo em paz.
Faz tempo que atravesso os dias sem realmente habitá-los.
Um dia talvez nos despeçamos.
Talvez eu aprenda a fechar a porta.
Mas, por enquanto,
acomodem-se.
Vocês já sabem o caminho.
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Salve-me, salve-me de mim mesmo, eu já não aguento viver desse jeito. Procuro mudança, procuro a paz, mas tudo parece distante demais.
As noites são longas, não têm fim, a dor se repete sempre em mim. Eu senti que a morte foi a solução, quando o cansaço venceu a razão.
O corpo cansado, a alma ferida, eu sigo existindo, mas sem saída. Choro em silêncio, sem reação, preso no peso da depressão.
Deus, eu te chamo, escuta meu clamor, eu já não consigo suportar essa dor. Se ainda há força que eu possa achar, fica comigo, não me deixa parar.
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Eu te vejo, mesmo em silêncio.
Mesmo quando não quer falar.
Nesse mundo tão distraído,
alguém ainda vai te notar.
A tua voz fica,
mesmo quando some.
Teu amor insiste,
mesmo quando dói.
Sei que, dentro de mim,
o que foi real não se perde.
Não era promessa vazia,
nem coisa que o tempo leve.
É estranho te olhar
e ainda ficar,
mesmo quando você
já parece distante.
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Eu sabia dar tudo,
mas nunca soube receber.
Sabia permanecer,
mas não soube me escolher.
Aprendi a sustentar os outros
antes de aprender a existir.
Fui ficando doente aos poucos até quase desistir.
Fiquei além do necessário,
porque sair nunca foi opção.
Troquei limite por cuidado
e presença por obrigação.
Soube servir melhor do que viver, soube esperar melhor do que pedir.
No fim, não faltei a ninguém,
só faltei a mim.
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