Tentei queimar
Quando já queimava sem saber
Tentei esconder
Quando já não cabia no peito o novo ser
O ser que ama,
Tem medo, mas quer viver,
Quer incendiar
E o coração
Quer satisfazer a pura adrenalina
Da alma
Do corpo.
Juntos somos
Usados
Doados
Por inteiro
A vida é um pingo de gratificação,
Aos olhos de quem sabe enxergar.
Vida... como defini-la?
Algo vivido, fictício?
Quando vamos saber a verdade,
Será que somos gravados?
Muitos argumentos para pessoas de poucos pensamentos.
Essa é a minha verdade
E em verdade é
Poesia tátil
-VITÓRIA MARQUES
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Escrava pintada
Beleza amarga a traduz
Cativa em sofrimento
Já esqueceu o que é ter alento
A dor tão doída
Tirava-lhe a esperança a cada nova ferida
Maldito seja o amor sacana
Que só faz sofrer a quem ama
Seu corpo mutilado não doía tanto
Quanto sei coração estraçalhado
Até a vida pequenina de seu ventre se esvaiu
A morte é senhora
E com solidão sabe bem açoitar
O fim que essa escrava desejava
Nem pregos e martelos puderam dar
A alma padecia
E suas tintas sabiam muito bem, um traço de má sorte aqui, uma pincelada de traição ali
O cativeiro encerrou
Melhor alforria que a morte poderia ter
É findado o seu martírio de viver
-'VITÓRIA MARQUES'
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Como a neblina eu me cubro
Guardando todas as imperfeições e perfeições
Deixando invisível a minha imperfeição!
Ela vem...
Chegando tão de pressa,
Tampando totalmente minha visão
Me perco,
Me prendo,
Me esqueço!
Que uma hora essa neblina vai passará
Deixando um novo eu,
Mas antes..
É como se fosse um mundo confuso
Tudo branco,
Vazio,
Frio....
Esperando eu criar o meu mundo
A neblina é algo mágico!
É como se fosse um nevoeiro da esperança
Cujo a minha meta fosse "um novo eu"
Me dando uma nova sinestesia de um mundo real
Ela vem tão lentamente
Cobrindo cada árvore
Cada montanha
Deixando um caminho de imaginações aberto
Me sinto perdida
Sem planos para fazer um mundo novo,
Já não sei se é real
Ou até mesmo irreal
Não sei qual é o sentido do sentir
Já que não sinto nada
A neblina foge,
Como se tivesse abrindo caminho
É tão intenso
Que acho que foi feito para mim,
É algo que não é perfeito
E ao mesmo tempo é tão perfeito
Que me faz pensar nela em forma de poema
Ela vai...
E vem!
Não limita suas expansões
Tomando conta de tudo
Apagando as imperfeições por um segundo
E as colocando no seu devido lugar
Meus medos se vão quando a neblina acalma
E meus dias prazerosos se permitem ficar
Posso dizer que ela é um bem e um mal
Um leva e trás
A perfeição e a imperfeição!
É como se ela quisesse falar comigo
E eu, inexperiente...
Não sei ouvi-lá!
Mas a compreendo!
E deixo ela entrar
Até me transbordar de conhecimentos
Penetrando cada pingo minúsculo de chuvisco...
Chuvisco-me de esperança
Trazendo um novo
Como a cor branca...
Onde você pode muda-lá, e transformar em algo esplêndido
-'VITORIA MARQUES'
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Na minha metamorfose
Quero lhe mostrar,
Um perfeito encontro com o meu subconsciente
Sei que sou impaciente
Para esperar algo novo.
Formando um conjunto de idéias
Talvez eu não mude
Ou até mude
Mesmo sendo muda,
Não cresci como uma bela flor,
Delicada,
Sensível.
E sim como uma Rosa e com espinhos afiados
Forte,
Capaz!
Surgem nas mentes e corações
E se desprendem nos lábios
Palavras são sempre como rosas...
Belas, formosas!
Quando ditas na hora certa
Trazem alívio, consolo, conforto!
Para a mudança
Há quem prefira o silêncio,
Mas eu...
Necessito de palavras,
Rimas,
Poemas,
Poesias,
Elas sim, me mostram a mudança que preciso!
É como uma metáfora...
Me comparando com uma bela rosa e seus espinhos
Eu, com um jeito ardiloso
Me encaixo no seu jardim
Mudando cada espaço dalí, formando uma nova moradia
Planto-me no seu terreno
Mudo a minha muda...
E mas uma vez eu mudo
Encontrei um lar
Onde já posso mudar.
Como um exuberante lírio me abro
Passando um conforto de mudança
A delicadeza,
Transmite paz a quem olhar
Mudanças drásticas,
Radiciais talvez.
É necessário mudar!
Cada pétala trocada...
É a marca de um passado e uma mancha do futuro
Como um lírio eu me planto
Como vida eu me rego
Florescendo cada pétala com uma muda diferente
Rosas
Girassóis
Jasmins
Orquídeas
Dentre outras....
Com cada uma dela eu me reencontro
Meu jeito,
Forte como a Rosa
Delicado como uma Orquídea roxa
De mudanças e mudanças, sigo!
Plantando o bem,
Colhendo memórias de uma vida vivida
E sempre, sempre com a metamorfose da alma
-'VITÓRIA MARQUES'
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Aqui faz frio! Mas também faz sol..
A combinação e o equilíbrio que a natureza produz,
Em harmonia com os cantos de cada ser.
Boas energias nos trás a positividade que é preciso para poder entender os mistério da natureza.
Ah! E que natureza incrível.
Me pego pensando
Em tudo que posso escrever
Com essa chuva de fim de tarde
Minha alma envelhecida
Até tenta entender.
Com a xícara de chá na mão esquerda
E todas as palavras na mão direita
Consigo entender.
Todos os meus pensamentos se atraem
Alegria,
Tristeza,
Mágoas,
Esperanças.
Meu coração acelera,
Deixando pistas de que algo não está certo
Bebo um gole desse chá
É como se eu estivesse bebendo um gole de criatividade
Quero que você entre nesse poema,
Imaginando cada ação,
Sentindo-o!
É um momento solitário.
Eu, sentado ao chão,
Rodeado de livros e papéis
E um belo gatinho para acompanhar
Gotas de chuva invadem pela janela,
Deixando marcas ao meu poema.
Não me importa a aparência,
E sim as frases ditas.
Feche os olhos...
E tente descrever o que você ver.
Além da escuridão,
Eu consigo imaginar um mundo,
Onde só eu consigo imaginar
Expressar minhas emoções
E até mesmo nelas mandar!
O vazio que sinto de olhos abertos
É tão ruim a ponto de me fazer chorar
De olhos fechados
Nesse vazio posso comandar.
A escuridão dos olhos fechados
É como um grande quadro negro,
Posso preencher como quiser.
Talvez eu viva mais no mundo da lua
Do que na quinta casa da rua
Sabe de uma coisa?
Minha hora preferida está para chegar!
20horas...
É um gosto peculiar
Eu sei!
Mas sempre que dá 20h
Meu mundo real...
Volta a ser "normal"
Só com esses vestígios de chuva,
TV ligada,
E eu trancafiado no quarto,
Com a bela companhia de um gato
Até parece deprimente,
Mas é só eu fechar os olhos...
E rever a minhas estrela cadente!!
Frente e verso de uma folha..
Foi só o que precisei para tentar desabafar
O que é escrever para mim?
Uma forma de aliviar a alma nos dias ruins.
Com os olhos fechados,
E a mente nas imaginações,
Acabo pegando no sono...
Me desligando
Dando descanço de mim mesmo
-'VITÓRIA MARQUES'
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Da minha boca sai poesia
Do meu pensamento um pingo de sinestesia
Com juras de um sempre eterno.
Carrego em mim
Todas as formas de uma palavra perfeita, complexa!
Em que o sentido dela seja
Confortável..
Como um sofá dos sonhos,
Onde tudo é possível
Até mesmo os significados das palavras mais estranhas.
Como um casulo
É tão estranho e perfeito..
Quanto sua própria mente,
Para tentar entender cada letra
Sem se perder nas minhas palavras.
Sei que é um caminho sem volta
Tipo "Alice no país das maravilhas"
Mas sem volta...
Um abismo de fantasias te atrai
Junto com minhas imaginações.
É uma passagem para meu mundo
Onde o tempo é sagrado
Assim como as letras
Tudo se encaixa perfeitamente.
É como um belo ciclo..
Será possível uma letra perfeita?
Uma palavra?
Talvez tenha um efeito magnífico,
Ou apenas um simples significado.
Um mundo cheio de imaginações
E vazio de mentes
Bocas sem palavras ideais
E corpos sem almas reais!
O que mais eu quero?
Nem eu sei mais!
Palavras e mais palavras
Para uns se tornam banais
Mas para outros
Ideais.
-'VITÓRIA MARQUES'
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