FIM DE TARDE
Me pego pensando Em tudo que posso escrever Com essa chuva de fim de tarde Minha alma envelhecida Até tenta entender. Com a xícara de chá na mão esquerda E todas as palavras na mão direita Consigo entender. Todos os meus pensamentos se atraem Alegria, Tristeza, Mágoas, Esperanças. Meu coração acelera, Deixando pistas de que algo não está certo Bebo um gole desse chá É como se eu estivesse bebendo um gole de criatividade Quero que você entre nesse poema, Imaginando cada ação, Sentindo-o! É um momento solitário. Eu, sentado ao chão, Rodeado de livros e papéis E um belo gatinho para acompanhar Gotas de chuva invadem pela janela, Deixando marcas ao meu poema. Não me importa a aparência, E sim as frases ditas. Feche os olhos... E tente descrever o que você ver. Além da escuridão, Eu consigo imaginar um mundo, Onde só eu consigo imaginar Expressar minhas emoções E até mesmo nelas mandar! O vazio que sinto de olhos abertos É tão ruim a ponto de me fazer chorar De olhos fechados Nesse vazio posso comandar. A escuridão dos olhos fechados É como um grande quadro negro, Posso preencher como quiser. Talvez eu viva mais no mundo da lua Do que na quinta casa da rua Sabe de uma coisa? Minha hora preferida está para chegar! 20horas... É um gosto peculiar Eu sei! Mas sempre que dá 20h Meu mundo real... Volta a ser "normal" Só com esses vestígios de chuva, TV ligada, E eu trancafiado no quarto, Com a bela companhia de um gato Até parece deprimente, Mas é só eu fechar os olhos... E rever a minhas estrela cadente!! Frente e verso de uma folha.. Foi só o que precisei para tentar desabafar O que é escrever para mim? Uma forma de aliviar a alma nos dias ruins. Com os olhos fechados, E a mente nas imaginações, Acabo pegando no sono... Me desligando Dando descanço de mim mesmo -'VITÓRIA MARQUES'
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