CXXXIII
diz-me: com quantos passos faz-se a valsa? para rodar contigo nesta dança, ceder-lhe-ia os sonhos, a lembrança, a verdadeira vida, a vida falsa. se a minha mão a tua mão alcança, se a tua dor a minha dor enlaça, talvez não haja força mais que faça partir a minha dança da tua dança. depois hão de ficar comigo o gesto do teu corpo e da silhueta o esboço cingidos aos meus gestos em segredos. e tu, sem ter de mim nenhum protesto, hás de levar contigo no pescoço o colar feito de ossos dos meus dedos.
Ricardo Ferreira Guedes
muito bom 👏👏
Leon Vieira
Que saudades dos teus poemas!
Augustus
Leon! agora só escrevo um poema a cada 5 meses, rsrs. E as saudades são recíprocas, meu caro!