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Uma Pessoa Qualquer

@Viagens_de_Uma_Mente · desde 2022

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Poesia

Conto #152 – Onde Minha Alma Repousa (parte II)

Dentre todos os toques, o teu é o mais afetuoso, Dentre todos os abraços, o teu é o mais caloroso. Dentre todos os perfumes, o teu é o mais marcante, Como a flor mais bonita de um jardim distante. Dentre todos os sorrisos, o teu é o mais sincero, Dentre todos os caminhos, o único que quero. Dentro todos os lábios, os teus são mais desejados, Dentre todos os encontros, os mais sonhados. Contigo eu passaria horas a fio, Vendo o sol despertar entre as águas do rio. Sentado ao teu lado, morando em teu abraço, Decorando cada traço teu no mesmo espaço, Enquanto recito poesias com teu nome de flor. Do teu rosto, eu adoraria lembrar com amor, Por semanas a fio, sem perder o vislumbre. E, quem sabe, com o passar dos dias e do tempo, Curar esse vazio que hoje carrego por dentro. Deitado ao teu lado, entre taças de vinho, Entre risos incontáveis e conversas que envolvem, Assim como o caminho até o teu sorriso, Encontrei no fundo delas o que estava a me chamar. E algo me diz, mesmo sem você falar, Que sabe muito bem o que tento esconder no olhar. Permita-me desvendar cada parte do teu ser, Cada sombra esquecida, cada amanhecer. Conhecer os caminhos por onde tua alma andou, E os cantos secretos onde um dia se fechou. Ser teu desejo mais intenso, tua luz a te guiar, Teu porto seguro quando o mundo desabar. E, em meio a este caos que chamamos de viver, Encontrar em teus braços um motivo para permanecer. //Viagens_de_Uma_Mente

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Poesia

Conto #152 – Onde Minha Alma Repousa (parte I)

Por ti eu guardei um amor sem igual, Jamais antes visto, tão puro e real, Jamais antes sentido, tão forte e profundo, Como se fosses o centro de todo o meu mundo. Eu sei, meu bem, eu sei muito bem, Que promessas iguais já ouvistes de alguém. Imagino quantos já mentiram sem pudor, Vestindo de verdade o que nunca foi amor. Quantos te afogaram em prantos contidos, Quantos partiram teus sonhos perdidos, Quantos deixaram feridas e solidão, Marcando em silêncio teu pobre coração. Mas o que sinto por ti é imensurável, acredite, Como uma chama eterna, infinita e bendita. E tão grande é o orgulho que carrego comigo Por te chamar, com ternura, de abrigo. Poder olhar em teus olhos lacrimejados, Lá no fundo, onde escondes teus pecados, Teus medos, teus traumas e dias passados. E saber que, por trás da magia que emanas, Da luz que espalhas e dos dons que proclamas, Por mais angelical que possas parecer, Há uma alma humana tentando viver. //Viagens_de_Uma_Mente

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Poesia

Conto #151 – O Universo em Teus Olhos

Nesta noite, enquanto vejo o céu estrelado, Penso apenas na sorte de te ter ao meu lado E poder provar dos teus lábios molhados. Lá no alto, entre as nuvens e os pássaros, A Lua torna-se cúmplice de nossos atos, Uma testemunha de dois loucos apaixonados. Assim como as estrelas que iluminam o universo, A íris dos teus olhos é um encanto para os meus, Minhas pupilas se rendem ao seus doces versos Num olhar que faria qualquer um sonhar com os teus. Por ti, faria incontáveis versos só pra te conquistar, Desenhando teu sorriso até o mundo lá fora desabar, Roubaria teus beijos sem medo de pecar, Inventando mil razões só pra contigo ficar. Por ti, venceria o fim, rasgaria o véu final, Mesmo que reste apenas nosso amor imortal. Meu bem, não importa o quanto lá fora chova Ou que diga o quanto seu coração ainda sofra, Eu vou lembrar desse momento para sempre, Por toda a eternidade, até que eu morra. //Viagens_de_Uma_Mente

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Conto #150 – O Peso do Vazio

No fundo dos meus olhos, vejo a escuridão Deixada por seres que não mais existem. Em minha mente, tomada por turbilhões, Há uma estranha sensação que persiste: "Então, este é o maldito destino? O fim de tudo aquilo que um dia sonhei? O fim de tudo aquilo que um dia amei? Para onde foi todo o meu brilho?" No fundo da minha xícara de café amargo, Entre xingamentos e lamentos engasgados, Entre pensamentos e sentimentos abafados, Vejo, lá no fundo, num cantinho perto da alma, Num refúgio de tudo aquilo que me acorrentava, Um abismo profundo contra o qual, para não cair, eu lutava. Às vezes, procuro na poesia algo que me complete, Como um louco apaixonado que em amores se perde, Apenas para preencher o vazio interior que o fere. Quem sabe, no fundo, eu também seja um louco apaixonado, Na minha teimosia de um dia me tornar um poeta. //Viagens_de_Uma_Mente

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Conto #149 – A Forma do Abismo

O que tu representas para mim? O tudo e o nada em que me perdi. Ao teu lado, o mundo cabe no peito, quando partes, já não sei mais de mim. Junto a ti, provo o gosto do infinito, cores nascem onde antes havia o breu. Toda arte encontra um sentido bendito quando o meu olhar repousa no teu. Mas distante, sou uma fonte de frio, sou paisagem sem sol e sem calor; um corpo cheio de um vasto vazio, um silêncio que aprende a ser dor. Há escuridão no fundo dos meus olhos que nenhuma aurora desfaz. São abismos calados, sem escolhas, onde a luz que deixaste não jaz. Sigo o caminho entre o tudo e o nada, entre o ser e o não mais sentir. Minha alma, por ti habitada, desaprende sozinha a existir. //Viagens_de_Uma_Mente

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Conto #148 – Eternidade no Teu Olhar

Olhando agora, vejo que o destino já estava traçado, eu sabia, ou melhor, sentia, desde o princípio, que deveria viver para sempre ao teu lado, pois mesmo a eternidade seria apenas o início. Só você superou o que um dia eu havia alcançado, e mostrou-me que a maior vitória é estar contigo. Sei que já te prometi todas as estrelas do céu, mas teu sorriso, tão quente e radiante, tão caloroso, mostrou-me que corpo celeste algum tem o brilho do teu véu, ou teu riso, tão puro e apaixonante, tão doce e gostoso. Palavras não bastam pra dizer o que sinto, talvez por isso inventaram os gestos. Sentir teu cheiro em meu peito leve e distinto, acariciar teus cabelos, soltos e desfeitos. Tão bagunçados e, ainda assim, tão perfeitos. Você é única, sempre foi, Saiba que eu te amo, de todos os jeitos. //Viagens_de_Uma_Mente

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Conto #147 – Mais que Poesia

O que escrever para você? Ou melhor, como dizer? Já falei tantas coisas bonitas, que parecem tão óbvias, tão infinitas: como o brilho que só o teu sorriso traz, ou a cor que o céu descobre quando te vê em paz, mesmo quando você se sente incompleta, mesmo quando a vida parece tão incerta. E mesmo com a mente tomada por turbilhões, eu me agarro a uma memória, entre tantas milhões. Era uma tarde ensolarada, tão clara, tão tua, e diante de mim estava a verdade mais nua: meus olhos diziam, meu peito batia, tudo o que eu precisava estava ali, naquele dia. Todas as vezes em que chorei escondido, em que me desfiz em pranto contido, diziam o mesmo, sem medo: era você quem podia confiar. Todas as vezes em que silenciosamente morri, todas as vezes em que da vida desisti, repetiam em eco, sem se calar: tudo o que eu precisava era te amar. Já te disse tantas coisas bonitas, que parecem tão óbvias, tão infinitas, mas palavras são frágeis, tão finitas. O que pulsa em mim não cabe em poesia, não cabe em versos, mesmo que declamasse com toda a minha alegria. E mesmo assim, se eu pudesse resumir, se tudo um dia viesse a não mais existir, uma certeza ficaria imortalmente escrita: entre todas as lembranças da vida, você é, e sempre será, a minha favorita.

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Conto #146 – Teu Calor

Deitado ao teu lado, depois de uma garrafa ou duas de vinho, incontáveis risos e uma conversa tão envolvente quanto o teu sorriso, percebo que finalmente encontrei o que buscava no fundo das minhas taças — e algo me diz que você sabe muito bem disso. Porém, teus olhos não me enganam. Vejo no fundo deles, num ponto mais profundo que o escuro da tua íris, uma casinha simples. É nessa casinha que você mora, junto dos teus medos, receios, traumas e, é claro, de tudo o que ainda te incomoda. Por favor, me permita desvendar cada centímetro do teu corpo e conhecer cada beco obscuro onde tua alma um dia se escondeu. Me deixe ser teu desejo mais profano, tua luz no fim do túnel, teu refúgio em meio a esse pesadelo que chamamos de lar. Eu até poderia te elogiar, se já não o fizesse desde que você chegou. Poderia também te acompanhar em uma eterna caminhada para terras distantes, apenas para provar que não importa a distância ou o lugar, chegar contigo ao fim já é mais do que posso imaginar. E, se o mundo desabar amanhã, que desabe sobre nós dois, no mesmo lado da cama, rindo de tudo o que não pudemos controlar. Se houver um fim, que seja escrito pelas tuas mãos, dito pela tua voz e sentido no calor do teu corpo e no fundo da tua alma. Até lá, seguirei me perdendo em ti, e, se for preciso, que me perca para sempre. //Viagens_de_Uma_Mente

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Conto #145 – A Mentira de te Esquecer

Eu queria poder te esquecer, assim como sei que você já me esqueceu, mas dói pensar que, para sempre, vou te perder. Eu queria poder dizer, nem que fosse para mentir, que não vejo mais nossas fotos guardadas e nem penso mais em ti. Eu queria mentir quando digo que não lembro mais do seu rosto ou dos seus gostos, nem que fosse apenas para mim. Eu queria ser o maior mentiroso do mundo, nem que por um instante, só para esconder tudo o que vejo, tudo o que sinto, tudo o que penso. Eu queria, nem que por um momento, acreditar nas minhas próprias mentiras quando digo que não me arrependo de ter te esperado por tanto tempo, e muito menos que não carrego um lamento profundo por ainda saber que gosto de ti. Eu queria não me culpar por te amar tanto assim, por insistir em lembranças que só machucam a mim. Queria que esse amor virasse poeira com o tempo, mas ele se agarra aos dias como se fosse eterno. Queria esquecer, esquecer de verdade, mas até na ausência, você ainda é minha metade, preso em mim como dor que o tempo nunca invade. //Viagens_de_Uma_Mente

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Conto #144 – Flores que o Vento Deixa

A vida é feita de amores perdidos, que não são nossos, talvez nunca tenham sido, mas que encontramos ao longo do caminho que trilhamos e levamos conosco. Esta mesma vida, caótica em sua essência e, ao mesmo tempo, tão harmoniosa em suas inconsistências, nos mostra que, mesmo aquilo que não permanece, tem um papel no que nos tornamos — como notas soltas que, juntas, compõem a melodia da nossa existência. Eu já disse "eu te amo" para a pessoa errada, me despi de todas as minhas inseguranças até ficar nu de tudo aquilo que me acorrentava, mas nunca menti quando disse que amava, porque, mesmo nos enganos, o sentimento era verdadeiro — ainda que não fosse eterno, era inteiro enquanto durava. Talvez a beleza da vida não esteja em segurar o que é passageiro, mas em acolher o que nos faz bem por inteiro. Entre partidas e encontros, vamos nos refazendo — pedaço por pedaço, verso por verso. E, quando menos esperamos, floresce um novo afeto, leve como o vento, sereno como quem já aprendeu a não ter pressa. //Viagens_de_Uma_Mente

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