Uma Pessoa Qualquer @Viagens_de_Uma_Mente
Poesia

Conto #146 – Teu Calor

Deitado ao teu lado, depois de uma garrafa ou duas de vinho, incontáveis risos e uma conversa tão envolvente quanto o teu sorriso, percebo que finalmente encontrei o que buscava no fundo das minhas taças — e algo me diz que você sabe muito bem disso. Porém, teus olhos não me enganam. Vejo no fundo deles, num ponto mais profundo que o escuro da tua íris, uma casinha simples. É nessa casinha que você mora, junto dos teus medos, receios, traumas e, é claro, de tudo o que ainda te incomoda. Por favor, me permita desvendar cada centímetro do teu corpo e conhecer cada beco obscuro onde tua alma um dia se escondeu. Me deixe ser teu desejo mais profano, tua luz no fim do túnel, teu refúgio em meio a esse pesadelo que chamamos de lar. Eu até poderia te elogiar, se já não o fizesse desde que você chegou. Poderia também te acompanhar em uma eterna caminhada para terras distantes, apenas para provar que não importa a distância ou o lugar, chegar contigo ao fim já é mais do que posso imaginar. E, se o mundo desabar amanhã, que desabe sobre nós dois, no mesmo lado da cama, rindo de tudo o que não pudemos controlar. Se houver um fim, que seja escrito pelas tuas mãos, dito pela tua voz e sentido no calor do teu corpo e no fundo da tua alma. Até lá, seguirei me perdendo em ti, e, se for preciso, que me perca para sempre. //Viagens_de_Uma_Mente

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