TEUM
@TauaPons · desde 2021
Segue no Instagram: teum_oficial
Faço músicas, dá uma passadinha lá no YT: TEUM
4 poemas
·
27 seguidores
·
13 seguindo
Sinto a aspereza de seus toques sobre mim. A repulsão que sua forma gera faz-me encolher a ponto de sumir. Desapareço em meio a suas tentativas falhas de se aprofundar, pois não estamos na mesma frequência, e você não percebe isso.
EGO, não somos a mesma coisa. Você é áspero, eu sou nebuloso e substancial.
Há tempos a fadiga me consumia.
A impureza de meus ouvidos limitava minha captação.
Minha pele descascava ao tato que sentia
E eu me cegava a cada lapso de visão.
O sol já não me encantava mais. A lua não aparecia
Eis que me desprendi da falsa iluminação.
Acostumado demais com a rotina do dia a dia
Desleixado demais para a rememoração.
Aí está o ponto crucial,
Definido pelo fundo mais distante
Onde a fonte era somente o banal
E minha sede, incessante.
Meu regresso serviu de estímulo;
Meu ânimo surgiu do cansaço;
Fiz meu máximo com o mínimo;
Fiz de moradia meu traço.
Sempre renasci, sempre renascerei
Sabendo que o fim se encontra no começo.
Tudo aquilo que sou, antes me deparei
E mesmo desconhecido, sempre me reconheço.
Tauã Pons
© Todos os direitos reservados
Continuar lendo
No vazio do vasto azul
Sem poder se controlar,
Vibra em vão, de Norte a Sul
Sem saber o que esperar.
Sem saber, nem poder
Guarda em si sua leveza.
Sem motivo de viver
Fugindo à sua natureza.
Que destreza e que nobreza
Em seu dote de planar.
Mas é triste sua pobreza
De não saber porque voar.
E se vir a conhecer,
Pode não haver junção.
Se revira a compreender
Entretanto, está ao chão
Há tempos se encontra lá;
Os ventos a ignoram;
Momentos a se espalhar;
Relentos nela se escoram.
Tenho pena dessa pena
Sem asa para a bater.
Não há como ser pena plena
Sem motivo de viver.
Tauã Pons 14/06/21
© Todos os direitos reservados
Continuar lendo
Abranja-me, essência minha
Que entorpeço sem cessar.
Perdoa-me, essência minha,
Pois me esqueço de lembrar.
As memórias antigas
Hoje mais não tenho.
As lembranças retorcidas
Me falham de onde venho.
Quem sou, onde estou
Até mesmo quem eu fui,
Não reconheço os fragmentos
Daquilo que me constitui.
Detalhados ao extremo
A nós, incognoscível
Se noscível, este supremo
Seria algo impossível.
Incabível, intangível,
Invisível ao meu olhar
Tão sensível, a este nível
Que confunde meu pensar.
Tentar, será em vão,
Pois há dívidas impostas
Só abrindo o coração
Acharemos as respostas.
Tauã Pons
13/06/2021
© Todos os direitos reservados
Continuar lendo