Sentidos Depurados
Há tempos a fadiga me consumia. A impureza de meus ouvidos limitava minha captação. Minha pele descascava ao tato que sentia E eu me cegava a cada lapso de visão. O sol já não me encantava mais. A lua não aparecia Eis que me desprendi da falsa iluminação. Acostumado demais com a rotina do dia a dia Desleixado demais para a rememoração. Aí está o ponto crucial, Definido pelo fundo mais distante Onde a fonte era somente o banal E minha sede, incessante. Meu regresso serviu de estímulo; Meu ânimo surgiu do cansaço; Fiz meu máximo com o mínimo; Fiz de moradia meu traço. Sempre renasci, sempre renascerei Sabendo que o fim se encontra no começo. Tudo aquilo que sou, antes me deparei E mesmo desconhecido, sempre me reconheço. Tauã Pons © Todos os direitos reservados
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