Entrega a um anjo.
Censurava-me por não ama-lo com urgência. Sobre a arrogância de um estoicismo ufano me prendi na frieza espartana. Assim, não esqueci meu cadáver em florestas lamacentas. Decadas de rugas me foram poupadas por não expressar em favor a amores guardados. Mas ti, anjo de versos, fez-se digno da minha entrega. Pois é desses que lambe as feridas sem procurar as ondas que os quadris produzem. Observe, a recente vaidade que trinca meus olhos quando inverto teu nome na mente. É farol em tempestade. Impulsos de ondas telepáticas que por ventura extrai minha sanidade escondida. Sem regressar a colheita, ardeu em mim seu voto incomum. Razão e emoção no uivo de um lobo negro. Salto intensa e imaculada da torre que me submeti, só para me encaixar em tuas asas. copyright - © Tamires Lunardelle 🌺
Nilza Poetisa
Belíssimo poema Tamires 🌺
R E J O
ta ta ta ta Tamires
Ricardo Ferreira dos Santos.
sensacional poema