Cravo
O cravo amarelo na minha sacada concretiza o amor que morreu. Jaz nessa casa um desamor que desabrocha por um cravo. Findou-se! Cansado de abastecer sobra descansa em paz e em planos, enquanto um abutre negro toma sol com seus grandes olhos de águia, a espera dos restos. O desamor é o sumo da empatia a fartar os infelizes. E ha nele uma compaixão úmida, regrando em lágrimas um cravo esbelto. Na minha sacada, levanta o sol, uma flor de sua cor. No meu peito, levanta a dor, por morrer um amor.
Queiroz Filho
Tristonhamente belo e trágico! De melancólico misticismo apaixonante! Parabéns! Encantado!
Ricardo Ferreira dos Santos.
sensacional, me segue cara colega