Ai...
Quantos gritos podem caber num silêncio? Quanta dor pode suportar uma alma? Quanto desespero antecipa a calma? Quando o fim dá o seu prenúncio? Quando a pressa de que tudo acabe, acaba? Quando a luz no fim do túnel aparece? Quando é a atendida a constante prece? Quando cessa a sensação de estar mutilada? Quando finda o medo que me ronda? Quanto tempo tenho ainda para dar tempo? Quanto pavor pode tomar o pensamento? Quando a morte deixa se ser a minha sombra? Quando o amanhã deixa de ser pavoroso? Nesse turbilhão de sentimentos tão nefastos... Quando é ouvido o clamor tão fervoroso? Quando os dias deixarão de ser tão inexatos? E retornará a mim o abraço terno e amoroso... Quando, meu Deus, quando se encerra aqui na Terra o meu contrato? Susete Pereira
Jeferson de Sá - DesenhistaSete
Prazer! Prazer em revê-la! Prazer em relê-la! Prazer é um bom termo pra falar com vc! Bela poesia, Susete!
SRP
O prazer é todo meu, Jeferson! Que bom tê-lo aqui. Grata!