O Homem Revisitado
11 Do sono da tarde dentro das pálpebras Nasce o reino da morte e o silêncio: Às vésperas da esclerótica amargura Nuvens de gafanhotos arrasam campos De verde hipótese de prosperidade Anjos de asas metálicas caminham Em meio a funâmbulos assistentes Musas de alumínio vêem ferrugens Carcomer rostos de seda e linho Literatos abandonam à sorte de feras Fetos-leitores e bibliotecas vazias Oradores repetem-se retóricos A publicidade fácil dos refrigerantes templos e bares porta à porta consignam Dízimos e couvert entre seus adeptos Mantras pronunciados do âmago de ateus Lembram aos messiânicos, da vigílias Formigas restarão depois de extintos Tigres e cidadãos sul-americanos. De matéria tão diversa, absorvo nuances E signos que ao poema servem de indumentária Ou de lago onde Narciso ama a figura. Sou duzentos- não menos- mais não posso Que sou tímido e limitado e sofro a obesidade dos bailarinos russos em seu canto dos cisnes.
Filho do pacificador da cidade
isso é poesia! parabéns!!♥
Café ☕
Gratidão Meu Amigo❤
Escrevo sentimentos 🌹✨✨✨✨
Magnífico 👏💙🌻
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Gratidão!!❤💭