O Homem Revisitado
1 Não há sóis de amanhã aos olhos do homenino: Tudo é agora; último, urgente, de véspera (princípio e fim inexistente). Não há cálculos renais aos doze anos Nem mundo tão vasto que pés alados E corações de quilha não o percorra No átimo de mãos a preparar galáxias. Para que serve o poema Ou qualquer coisa de mim? Para que o sistema que me criou A mim e não me criou em pedra Ou árvore ou pássaro? A pedra a árvore ou o pássaro Podem muito, e eu quase nada Na planície da palavra; A palavra que há em mim Me concebe improvável Como das cinzas do rescaldo Ainda o rumor de coisa houvesse Para erguer-se em fumaça De chama elaborada à pira De olímpicos destroços humanos
Filho do pacificador da cidade
este poema é maravilhoso. posso posta-lo?
Café ☕
pode sim, mas ele ainda tem a segunda e terceira parte, em que postarei em breve 😊👌
Filho do pacificador da cidade
olha! RS obrigado. a boa poesia tem que ser propagada
Café ☕
com toda certeza!!