Afago
Frágil, é isto que nomeio de flagelo. Pois não me rasga a carne, Poupa-me a pele, E mantém livres meus tornozelos. Mas ai de minhas preces, Pois as torno andarilhas, Filhas vendidas, Condenadas a vagar entre céu e terra. Que meus olhos não vissem o horizonte, Para que não pudesse cobiçá-lo. Que não sentisse sol ou vento, Assim não seria tão encantado. Quem dera desconhecesse o amor, E talvez fosse menos sufocado. Do que tenho, e tanto tenho, que não basta ser grato. Custasse de mim apenas sorriso e humildade, Não lágrimas e um coração angustiado. Sou constantemente afagado, Revisitado, assombrado. Por olhos que não são meus, Abraços nunca dados, E cartas jamais escritas, mas cremadas. Bastasse a razão no homem como grilhão, Resumir-se à sua própria palpitação, Mas maldita é a ambição; Do ego, personificação, Impulso de consumação, De querer fazer tuas as minhas mãos.
Ella
O que ser livre significa, de fato? Linda poesia amigo, ST.
S.T
Obrigado, minha amiga. Recentemente ando perdido em tantas expectativas e acontecimentos que já não sei o que de fato ocorreu. Algo entre amaldiçoar a realidade ou a própria esperança.
Ella
Entendo completamente, meio que estou no mesmo mar.