I could never write you a letter
I have more to say when I settle for living,
and give up on my only way out,
the one he showed me in a dream.
Christian told me he escaped.
And then, when you said you wanted more from me,
it hurt something deep into my soul.
Cause I've gone to the most beautiful, glorious bridges of the world with you,
and I could only think of how it'd feel to dive into those murky waters,
and blend in with the rain of 2005
I could only think of going missing
on another hollow night
as from the disease I suffer, I refuse to die,
if not from nature
that's not my own
but from nature, I can't escape
it's only morbid in my nightmare
that I have every night
where I keep coming back
to my garden of eden
to die from a poisoned apple,
hearing the snakes talking me into the cold, wet, and deep
A deadly dark dream
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Quando as flores ecoaram
o seu nome
com uma voz que não a minha
eu sabia que tinha perdido,
que te encontraria no caminho mas que não
te encontraria em você
Caminhei por três mundos
te procurando em cada porta aberta
e abrindo todas as fechadas
com as chaves que morri
e voltei pra buscar
mas no intermediário eu me tornei
cada vez menos humano,
tentando acreditar que mudar
seria um processo
gentil
Me faça ver sentido,
temi os monstros a vida toda, e seu rei
acha que sou um deles.
Devo ter tentado
tantas vezes
purificar a minha alma
que acabei à transformando em poeira
E eu vou atravessar todas as águas
violentas, com todas as pedras
pra, quem sabe, descobrir quem sou
se não sou limpo, se eu não pude me manter doce
e misericordioso
Ele me disse que sabe
como eu brinco de ser deus,
enquanto tento trazer à vida
o que eu mesmo me lembro
ter matado
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me permita começar,
assoprando a poeira das mãos,
e te contando como eu sei o que eu sei,
te contando quem você foi quando eu te conheci,
e o fim que levou,
sendo consumido pela sensação de uma vida que não essa,
sentindo o peso dos meus pensamentos
mais sombrios,
da turbulência que me trouxe aqui,
me permita recomeçar,
porque eu não andei
até Nevada pra morrer,
e dessa vez eu vou até o fim
sem
dinheiro e sem amor.
Então, sem meus pecados rastejando nas costas,
me permita ser
puro e leniente,
e te dizer que as mortes
recorrentes são os
ossos do ofício
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Se eu te pedir para me contar
tudo desde o princípio,
o dia em que você veio ao mundo,
sua primeira memória de vida,
o primeiro pensamento cortante,
se eu te pedir o mapa das suas fugas,
o que você pensa, o que você acha que eu penso,
como é o seu mundo?
E onde você se esconde de mim?
Deixe-me ouvir seus pensamentos,
entendê-los, consumi-los um a um,
me permita tocar as suas feridas
e talvez você perceba o quão leve é minha indiferença à vida.
Se eu te pedir para viver por mim,
ou pra morrer para mim,
o quão fundo você mergulharia?
Será que você percebe o quanto me sinto um escombro?
Quando eu te mostrar o caos,
talvez você queira dizer que não é seu,
mas quando eu contar tudo desde o começo,
o dia em que eu nasci,
minha primeira memória,
minha primeira morte,
talvez você queira apagar tudo o que aprendeu a meu respeito,
Mas eu serei a sua sombra.
Eu preencherei o seu vazio,
e morrerei em você hoje à noite.
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desejo desde a menor partícula de meu ser, me sentir mais do que compreendido, quero ser sentido como a queimadura do seu braço,
e a sensação áspera na ponta da sua língua porque você não sabe esperar o café esfriar,
eu quero ser lido, devorado como um conto de Edgar Allan Poe,
eu quero ser mais do que uma farsa vivendo uma vida ordinária,
eu quero as sensações da sua dor,
eu quero ser seu, estar em você como uma patologia incurável, um poema que você lembra de coração,
como se você fosse eu, eu quero que você possa se sentir como eu, e ver a bagunça
que eu fiz tentando
achar algo real pra te mostrar
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eu me vejo como uma luz branca entre as luzes amarelas,
ou melhor, eu me vejo como uma luz branca entre as brancas,
medíocre, confundível, útil pra um só propósito,
eu não torno nenhum ambiente acolhedor, nem os deixo mais bonitos,
e Deus não me deu a paixão,
tampouco o talento,
a inteligência, nem a coragem, eu sou um grande vazio, um poema sem caneta, sem papel e sem sentido, sem vida por trás dos meus olhos medianos,
um museu -quase
agradável,
sem nada pra ver,
sem discussões sobre qualquer obra porque eu não sou uma boa artista, sequer uma boa farsa,
muito menos boa companhia,
e pra ser fútil eu teria que ser bela,
pra ser ruim eu teria
que melhorar muito.
Eu não tenho um propósito
nem opiniões inteligentes,
e se eu pudesse ser algo,
eu seria
-quase-
nunca algo inteiro, mas parte de muitas,
uma folha impressa na pilha de impressões, sem nada escrito, com algumas coisas gravadas, com resquícios dos dedos que me tocaram, marcados pra sempre, útil,
mas nunca mais perfeito
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uma atração de circo,
eu tenho medo de ser vista como eu me vejo
eu tenho medo de ser o que eu penso,
o que eu falo,
o que ela fala,
eu tenho tudo, eu sou ruim em tudo,
e eu me sinto incapaz, sujo, defeituoso, como se algo em mim tivesse sido feito errado,
alguém errou em mim
essas mãos, esses pulsos, essa ânsia incessante pela morte,
como se houvesse algo em mim
avidamente tentando, pedindo, implorando pra ir embora,
como se minha alma fosse inconformada
com esse corpo, esses olhos, esse cérebro, essa vida limitada, essa voz,
ou talvez eu odeie tudo
talvez eu me odeie tanto que eu queira arrancar tudo de mim como se fosse outra pessoa,
esses pulmões, esse coração,
esses ossos,
como se nada fosse eu,
porque eu não me sinto parte de nada
e eu não sinto que nada é parte de mim
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sempre destruindo tudo ao meu redor,
um infeliz furacão, um desastre natural.
do qual os amantes da natureza se aproximaram um pouco demais,
não houve uma alma que passou por mim e saiu intocada,
eu sempre destruo tudo e todos,
se me tocar com amor eu mato pelo menos uma parte de você,
e quando eu for embora,
o vazio da minha ausência será quase tão insuportável quanto o da minha companhia,
você sempre vai me amar,
e eu nunca vou ser capaz de te olhar da mesma forma, talvez o problema seja os meus olhos, ou os seus, nunca se sabe,
e o único jeito de escapar é atravessando,
a minha melancolia,
colorindo seu céu,
de cinza escuro,
(que não é bem a cor do amor)
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eu preciso muito de um cigarro
caro
e 3 dias de música ensurdecedora,
eu preciso
não ouvir meus pensamentos,
e de um abraço um pouco mais longo,
eu só me sinto vivo na quase-morte;
e eu só me sinto bem quando minha mente não está lúcida;
eu me sinto mais próximo de mim quando estou
perto do fim
a tontura e a felicidade temporária inibindo
minhas tendências mais sombrias
eu não aguento mais pensar,
ser racional,
talvez eu só seja virtuoso em meu estado menos humano.
e então eu começo a entender
contemplar,
absorver
Talvez minha mente não saiba como
lidar comigo,
e eu
entendo
o motivo
pelo qual que você também não
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eu sirvo meu coração nas taças de champanhe que eu te ofereço
mas você não bebe mais,
então eu te trago meu amor em canapés sobre uma bandeija de prata,
mas você não tem a fome que eu tenho;
você não tem a ânsia e nem o tédio
pra saciar o vazio;
meu apetite pra migalhas
de amor é insaciável
e meu
bem, as pessoas ao meu redor
têm amor pra dar e vender,
mas eu só quero o seu,
e eu poderia ter corpos pra lotar um cemitério,
mas eu só quero o seu;
meu
Deus, eu sou só mais um poeta,
e meu grande amor não é meu;
eu queria te fazer entender,
mas você estava certa, na última conversa,
eu não consigo me aproximar de você de uma boa maneira.
Eu tentei desaparecer pra possuir
o conhecimento de como ser livre,
mas no fim eu sou apenas solitário
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