Como foi ele capaz?
De sair sem fazer barulho,
De simplesmente querer sumir,
Apenas no silΓͺncio sucumbir.
Vozes falam ao alto,
Dizem que foi atrΓ‘s da paz,
Por um atalho,
Pela estrada empoeirada, hoje revestida de alcatrΓ£o.
As vozes que a saudade me traz
Ainda ressoam no planalto.
Chavito! Puro portador de luz.
Dizem que foi atrΓ‘s da tranquilidade,
Para dar fim aos enigmas que inquietam a cidade.
A nostalgia tornou-me sedento.
As vozes que agonizam a minha alma levaram-me ao relento.
Eu tentei,
AtΓ© pensei que me curei,
Mas confesso:
Tornei-me melancΓ³lico com o tempo.
Chavito foi-se em silΓͺncio,
AtrΓ‘s da paz... ou talvez,
A razΓ£o desconheΓ§o.
Escrito por: Selson Agostinho
Em memΓ³ria de "CHAVITO".
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JΓ‘ faz um tempo que a minha alma vive triste,
As lΓ‘grimas nΓ£o cabem em um simples piscar,
Γ pesado, e nem sei como explicar,
Nem sei como mostrar,
As lΓ‘grimas que o meu olhar vive a esconder.
Selson Agostinho
O vento brincava nas folhas do chΓ£o,
e o mundo cabia na palma da mΓ£o.
O riso era livre, sem ter direΓ§Γ£o,
morava em tudo, atΓ© no chΓ£o.
O cΓ©u tΓ£o claro, sem pressa de ir,
ensinava a vida o que Γ© existir.
E cada lugar, por tΓ£o simples que poderia ser,
tinha um motivo pra me encantar.
Hoje, por dentro, tento voltar.
A aquele tempo de sΓ³ respirar.
Onde a leveza sabia morar,
E o simples bastava pra me completar.
Selson Agostinho.
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Viver... talvez seja apenas um conto,
talvez apenas uma histΓ³ria sobre respirar,
sobre sorrir, chorar
e, no dia seguinte, levantar firme
como se nada estivesse prestes a acabar.
Viver... talvez seja apenas um conto,
porque os meus sentimentos, o meu carΓ‘ter, a minha dor
e tudo o que sou
um dia se tornam histΓ³ria,
histΓ³ria contada na ausΓͺncia da minha alma,
quando eu for apenas memΓ³ria.
E talvez seja mesmo um conto,
entrelaΓ§ado entre a vida e a morte,
no ir e vir do tempo,
uns partem cedo, outros depois,
mas ninguΓ©m escapa de ser um conto
escrito por mΓ£os invisΓveis,
carregado de algo divino.
Viver Γ© apenas um conto,
onde respirar Γ© sΓ³ uma pΓ‘gina,
e de um dia para o outro
tornamo-nos lembranΓ§as,
nomes soltos no tempo,
como se nunca tivΓ©ssemos existido.
Viver... Γ© apenas um conto,
atΓ© no simples ato de respirar.
E talvez, um dia, deixe de ser
algo tΓ£o fΓ‘cil de perder.
Queria que o ser humano nΓ£o fosse
apenas um conto,
como aqueles que conto aos meus irmΓ£os.
Selson Agostinho.
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βComo era tΓ£o puro!
βTΓ£o puro poder acreditar,
βNas promessas que pareciam tΓ£o genuΓnas,
βDe um amor tΓ£o manso,
βPois tinha a cura que hoje tanto procuro,
βUm amor que prometeu ficar,
βAquele que fez-me acreditar,
βQue realmente estaria a amar,
βE foi-se, ou talvez ficou,
βFicou a solidΓ£o que arrastou-me em ruΓnas.
Selson Agostinho.
β
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πΈπ βππ₯ππ π’π¦π ππ£π ππ£πππΓ§π,
πΈπ, π€π π‘π¦πππ€π€π π£ππ₯π π£πππ£ Γ ππ€π‘ππ£ππΓ§π!
Γ βππ₯ππ, π₯π¦ππ π’π¦π πππ€ππππ π€,
βπ¦π βπ π€π€πππ π€ ππ πππ£ππ₯ππ«ππ£,
πΈππππ£ππ? βπ¦π πΓ£π ππ π€ ππππ₯π,
πΌ π’π¦π π€πππ π€πππ‘π£π π»ππ¦π€ π ππ¦πππ£.
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Lembro da rua, do vento a passar,
dos dias simples que vinham devagar,
do riso solto, da alma leve,
de um mundo pequeno que hoje me escreve.
Lembro do tempo a correr sem eu perceber,
levando o brilho do meu crescer,
mas no espelho, mesmo a mudar,
ainda hΓ‘ um menino a me lembrar.
E dΓ³i tΓ£o doce poder recordar
a luz antiga que me fez sonharβ¦
pois parte de mim ficou a viver
naquela infΓ’ncia que ainda me quer.
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Voltei ao lugar onde a solidΓ£o insiste em nascer,
tornei-me vento preso ao tempo que nΓ£o quer correr.
O vazio, antes sombra, virou casa em mim,
um eco silencioso do que fui e do que jΓ‘ nΓ£o tem fim.
Senti de novo a ausΓͺncia que hΓ‘ muito me venceu,
mas agora ela chega calma, sem ferir o que sou eu.
Vem lenta, sem pressa, a recordar uma dor que jΓ‘ nΓ£o dΓ³i,
resta apenas o silΓͺncio que sustento quando tudo se destrΓ³i.
Prometo-me mundos,
nova vida, nova fase, novo ardor,
sorrisos que renascem para acalmar o meu interior.
Falo ao eu perdido nas esquinas do passado,
aquele que espera cura num abraΓ§o atrasado.
Voltei⦠mas hoje com passos leves, pés no chão,
a mesma melancolia, porΓ©m sem a velha lΓ‘grima na mΓ£o.
O vazio tornou-se hΓ³spede estranho dentro do meu ser,
e eu estranho-me em mim, sem saber mais quem quero ser.
Voltei ao sΓtio onde a minha alma se calou,
onde chorei mares que o tempo apagou.
Voltei⦠mas sem o peso do que me destruiu,
sΓ³ com perguntas no peito e um caminho que surgiu.
Volteiβ¦
e a vida, desta vez, o que guardarΓ‘ para mim?
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As pessoas podem atΓ© parecer insignificantes agora, por nΓ£o terem aquilo que a sociedade diz que deveriam ter.
Mas nada nos torna tΓ£o humanos quanto o afeto, o amor que cada um carrega para dar, as diferenΓ§as que fazem de cada ser alguΓ©m ΓΊnico.
Γ o toque simples, o gesto comum, a presenΓ§a discreta, essas pequenas coisas do dia a dia que, um dia, teremos saudades.
Valorize. Respeite. Ajude. Ame.
A humanidade jΓ‘ carrega problemas demais.
Enquanto hΓ‘ vida, faz alguΓ©m sentir-se amado.
Selson Agostinho.
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