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Lucas Sartori

@Sartorius · desde 2019

poesia - poetry - poésie - 詩 - поэзия - şiir - ¢=%}(! - trodrêtremenrata VIDA

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Camurçaria

apressado Tempo passando Correndo Andando Pulando Girando Percorrendo Tempo é espaço para ir? ocupar? Ou apenas medida para estimar? dimensão do espaço Espaço tempo Tempo mediado Tempo vivido Vida no tempo Memória temporal 𝐓𝐄𝐌𝐏𝐎 𝐈𝐍𝐄𝐗𝐈𝐒𝐓𝐄𝐍𝐓𝐄 𝐓𝐄𝐌𝐏𝐎 𝐂𝐑𝐎𝐍𝐎𝐋Ó𝐆𝐈𝐂𝐎 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑜 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑛𝑎̃𝑜 𝑟𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜 o tempo constitui uma dimensão corpóreo espacial Algo além do aqui Mas muito mais quantitado Tempo é dinheiro, monetariação do prazer sentir Tempo como especulação, Simulacisável Indilúrdido Circustândio 𝑚𝑜𝑠𝑡𝑟𝑢𝑎́𝑟𝑖𝑜. 𝕷𝖚𝖈𝖆𝖘 𝕾𝖆𝖗𝖙𝖔𝖗𝖎.

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Aliforme acídia

Inusitado porvir que hoje se fez presença em, à si. vivi o hodierno Que rascunho se ganhou consigo. em busca de ser, à procura de alumir. em justa costume, o folhetivo estranhecimento do corpóreo gólido supurir. Estranho semântico incêndido. Fulguras de mistério, singulariante esfazido. Mistiçagem Do fascinasípide dispir. Em contágio, por minuta de estopim motivo. Fincejo algébrido ensastisagem A concomitantiva Do fidalgo Sorricida. Curvalamortrem Insigna do soproso vassalado. 𝕷𝖚𝖈𝖆𝖘 𝕾𝖆𝖗𝖙𝖔𝖗𝖎.

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Solicitude

Alma solitária em busca de ser e procura de devir. Testa, vê, forja e inspira flumos instintitos. Junta e colapsa matéria disforme sentido em síntese. , vapores já ficam em remanescentes resíduos e paralelos do que se passaram. culminadoro. Saudades ≥ e temor do desconhecido. Sentimentos que se entrelaçãm: como frio na barriga do futuro porvir. Espero que nasce. E a-pine. 𝕷𝖚𝖈𝖆𝖘 𝕾𝖆𝖗𝖙𝖔𝖗𝖎.

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Ambrose Ante

O embrólio do fastido permeia a camada cutânea Envolve o súmio, lívium de ser e sinspila. a enseada rádia, a morada do esvanecer. Tão loucos, os fastícidios encipidem suas brúmilas. Logossim, corśario sobremeia o lústico. Ensudário, quivalante desagua rochedo Rochuoso roxante, Argentuado. 𝕷𝖚𝖈𝖆𝖘 𝕾𝖆𝖗𝖙𝖔𝖗𝖎.

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Fluxidante

Lado dos lá. que ái, i de, qui E aqui! Falar, Dizer: Expor? Transmitir. Passar- Olhar" Pensar' desgastar> Matar+ Destruir × * Constância Lado| Escavar destina Tumba, arquelogizazida esmero lapida-mente. Geolidólica Antinimiosa nurca Em ficida, Nós encemos. da Vitória, filha da dona Sebastianinha. Tal que fia E desfia, Em teoso. Teado tearmente Vinil! Toca som, e pautea-se clavículosa solfejozo clica seca chuva a espinha. volte cordeão, vire conto de condão. Se jogue do balão, em combustão. fluir.... ... .. . soltei . . . e, depois de tudo Enfim... soltei e ela caiu. tum. Ouviu-se o eco que reverberara pelo chão Ou no ambiente. Quem sabe pelos canions. Que permeiavam a Entuldrida paisagem Visalia a desenrolar-se perante olhos cegos. Fusíveis tingidos de purpurina. Alcólita da plena luz do vácuo. Por onde ele caiu. 𝕷𝖚𝖈𝖆𝖘 𝕾𝖆𝖗𝖙𝖔𝖗𝖎.

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Por ora

Sólida a onte em estado de nocte pedra-noite 🌌 a massa bruta do passado que não flui é o mesmo vastido azul profundo, o deserto liquoso de torno ex-prumo. Procrastina a tensão mecânica que arrasta o amanhã ~ ondas em potência batendo forte no barco ~ operando o adiamento da luz, essa privação do fluir. Do hoc, fênix! A ignição no ponto-isto, o agora-combustão cavalgando pelo sem limites a olho nu, onde a inércia se faz movimento, singelo emocionante e a rigidez obriga a fluir vazio volúpio rápido. Em uma parcela à momento, o peso-vetor que inclina a balança da existência ~ consistência vazosa efêmera ~ é pesadoar, doar o peso, medir o movimento exprimido do plícito do ex, condição de intensa delicatez. Vastidão somático Em sancrintum. O que finaliza em tom curtil, derretendo em súbito instante, é a mesma rigidez que se obriga: como é maleável tal devir sintônico em assintono, esta solidão que é oc🌊no, esta quedinha que é ab🕳mo esta pe🪨ra que é onda este cras que é hoc. 𝕷𝖚𝖈𝖆𝖘 𝕾𝖆𝖗𝖙𝖔𝖗𝖎.

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Contemplação

Frutente Sombra, Luz. Alegre divizino, Ardendo o Som Sondulento. ​A memória flutua Em dimensões extrassencientes; Paisagens imagéticas desfiam Por alegóricos deslizes. ​Rumo à pradaria Prata fluida, à Tíbia. Em subitez, suspenso ​Pairava na sílica a inconstância. Sentinelaria-se de selênico O capricho. ​Som solto, artilheiro, Arteiro em sua arquearia: O alvo é o Sorriso. ​Aliteração de sábado, Onde o sexto alítera Um sorrisin faceiro, Um bonitin arteiro Todo dengozin. ​mistério oh se cala 𝑖𝑛𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑛𝑡𝑢𝑚, 𝐼𝑛𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑒ℎ𝑒𝑛𝑠𝑢𝑚 𝑖𝑛𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑜𝑏𝑎𝑡𝑢𝑚. 𝕷𝖚𝖈𝖆𝖘 𝕾𝖆𝖗𝖙𝖔𝖗𝖎.

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Biografia

Poesitação em Mitopoiese

​Findando o ano, As datas estão se acabando no relógio de areia da vida. É o instante exato de repoetisar meu mundo interior, Plantando poesis em cada cantinho da alma, Poesitando pelo pomar do devir. ​Vê: vindoura melancia melancólica, Brotas em suas ramas folhas poéticas, verdes de espera. O sumo, o suco escorre... rubro carmesim, Conchinalhido em seu extrato intenso ado em firulha, baunilha Bulhante de sede. Sede. Sede. Viscuosidade densa, em goles lentos e saciantes. ​conclusão Ciclos se fecham e acabam sob o peso do tempo, O seu envolvimento convulsivo, Seu jeito cruel e belo de cozer e nervorraminar o existir. Tudo resta rizomaticado: Um tipo ficuocentésimo poético suspiro está bem aqui, Neste ano findouro, emérido e singilo. ​Gelovendo o rulpiar do apruir, Sinto a purpurada íris arcolenta rasgar o horizonte. É a polenta mentolada de sol lisante, Uma col(mel)cheia de belha à... Sim! Assim se fez Zaratruta. ​Eis a cerda sina de figo em tinir, Gritando: — 𝑂ℎ 𝑓𝑢𝑙𝑟𝑜𝑠𝑜 𝑎𝑙𝑔𝑜𝑧 𝑑𝑒 𝑚𝑒𝑢 𝑑𝑒𝑠𝑡𝑖𝑛𝑜! — Que brameja em tons de radiente sortejante Pelas amígdalas vinhosas do meu canto. Oh parreira tenaz! Em seus frutos, O sumo de asperosa adistringente douçura melante nos batiza. ​Oh choque, Encontrei meus ouvidos no radiador. Fez estampido! O pito pulou em fumaças de senso In, Cardumando o luar do porver nas águas do pensamento. Frisálido timoteiro... Vê o voando o perdiz pelo sonho de alto céu, Em liberatas de Libertas! ​Além de tudo, além de mim... 𝑁𝑒𝑐 𝑡𝑎𝑟𝑑𝑎 𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛. Outrossim. 𝕷𝖚𝖈𝖆𝖘 𝕾𝖆𝖗𝖙𝖔𝖗𝖎

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Coestar anamnático

Ouve-se o apito estridente do trem. Neste horário, como sempre, um grande tumulto de passageiros à espera. Mas em tantas vezes que este apito foi ouvido, jamais notei esta dimensão que traz não proximidade, d'intimidade. Deve ser outro tempo, outro ritmo: uma frequência aguda, inalcançável, que fura o meu captador de som. Atinge uma nota interna, um outro lugar de ouvido, e ali se instala, incômodo, feito o silêncio d'um diário, na escrita de desabafo. O que é a escrita humana se não a tentativa de não se esquecer como viver a vida? Memoriar o viver passado do porvir em espera contemplativa de virar levemente o pescoço, encarar o atrás, apenas por fazer o que passou. E... entre incontáveis e possíveis momentos de espaço, por estar e ser nesse cosmos, nada me prepararia para o milagre de coestar bem aqui, no brilho do seu olhar, onde o movimento nasce. Pois ali, desliza a lamina pela epiderme gélida. Gire e pule! Em rodopios de superfície liquidaz blocosa congelante. Roda em finta tripla, de salto dupladamente aerobirritmado, e se joga em aplausos de cintilante arbóredo contornado, por naquele palco lagoático. Tudo se funde neste espaço de inspirância, em ardente paixão neste nosso ringue de neve glaceado. - 𝐴𝑛𝑎𝑚𝑛𝑒𝑠𝑒 𝑑𝑒 𝑢𝑚𝑎 𝑒𝑝𝑖𝑓𝑎𝑛𝑖𝑎. 𝕷𝖚𝖈𝖆𝖘 𝕾𝖆𝖗𝖙𝖔𝖗𝖎.

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Despeço-me

Saudades de nostalgias sentirei daqui me despeço desse meu lar in¹Lugar (¹reforsosamente sufixado) que me acolheu tão bem. Ironia do destino: sentir saudades de um chão que tanto estranhei. Mas que me deu tantas descobertas in memorian de momentos onde pude me ouvir. Que saudades sentirei. Quão estranho mais ainda é não ter despedida. Sensação tão volátil tão fugaz que me sinto como sumindo, sem poder guardar. Sem tempo de ser. De estar saudade. Uma promessa de até logo tão rasa,em mar aberto. Que me sinto afogando sem âncora de futuro-morar. Sentir falta do que já foi e não tive não se emudece nem se equipara à dor de perder as possibilidades do que poderia ter tido ou não. 𝕷𝖚𝖈𝖆𝖘 𝕾𝖆𝖗𝖙𝖔𝖗𝖎.

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