Poesitação em Mitopoiese
Findando o ano, As datas estão se acabando no relógio de areia da vida. É o instante exato de repoetisar meu mundo interior, Plantando poesis em cada cantinho da alma, Poesitando pelo pomar do devir. Vê: vindoura melancia melancólica, Brotas em suas ramas folhas poéticas, verdes de espera. O sumo, o suco escorre... rubro carmesim, Conchinalhido em seu extrato intenso ado em firulha, baunilha Bulhante de sede. Sede. Sede. Viscuosidade densa, em goles lentos e saciantes. conclusão Ciclos se fecham e acabam sob o peso do tempo, O seu envolvimento convulsivo, Seu jeito cruel e belo de cozer e nervorraminar o existir. Tudo resta rizomaticado: Um tipo ficuocentésimo poético suspiro está bem aqui, Neste ano findouro, emérido e singilo. Gelovendo o rulpiar do apruir, Sinto a purpurada íris arcolenta rasgar o horizonte. É a polenta mentolada de sol lisante, Uma col(mel)cheia de belha à... Sim! Assim se fez Zaratruta. Eis a cerda sina de figo em tinir, Gritando: — 𝑂ℎ 𝑓𝑢𝑙𝑟𝑜𝑠𝑜 𝑎𝑙𝑔𝑜𝑧 𝑑𝑒 𝑚𝑒𝑢 𝑑𝑒𝑠𝑡𝑖𝑛𝑜! — Que brameja em tons de radiente sortejante Pelas amígdalas vinhosas do meu canto. Oh parreira tenaz! Em seus frutos, O sumo de asperosa adistringente douçura melante nos batiza. Oh choque, Encontrei meus ouvidos no radiador. Fez estampido! O pito pulou em fumaças de senso In, Cardumando o luar do porver nas águas do pensamento. Frisálido timoteiro... Vê o voando o perdiz pelo sonho de alto céu, Em liberatas de Libertas! Além de tudo, além de mim... 𝑁𝑒𝑐 𝑡𝑎𝑟𝑑𝑎 𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛. Outrossim. 𝕷𝖚𝖈𝖆𝖘 𝕾𝖆𝖗𝖙𝖔𝖗𝖎
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