Sovereign @Saida
Drama

Celerado Amor

Corríamos entre feixes luminosos Que singelamente pincelavam O magnífico e nebuloso bosque. Atrás de ti erguia-se apenas a poeira âmbar Mesclando tua ilustre silhueta, O teu desespero encoberto por medo E teu pranto feroz. Quis imensamente afagar-te, atar-me justamente em teu corpo e alma. Se entre nós não há posse ou afeição romântica, descuido-me de qualquer culpa, Senão ao maldizer divino. Talvez nos amaríamos em todas as delícias prezáveis do amor sem lâminas. Agraciado do destino inevitável Não mais havia vantagem. Em fadiga, seu desalento jamais suportaria Qualquer abatimento bruto e viril. Alcancei-a esmorecida. A cabeleira negra jogada ao rosto te mascarava E logo, rasas lágrimas pendiam ao rosto Diluídas ao escarlate de nosso amor. A tive como bem quis E os deuses a tiveram-na também, Por quanto pôde, me atirou ao inferno No detalhe de que a caça a fez caçadora. Seus passos seguiam sem rumo. Nada mais havia além de mim E seu feito atroz.

Comentários · 1

  1. Leonardo Dutra

    Seu poema sussurra aos ouvidos. Você tem uma escrita delicada e costura o poema com calma e ritmo. Na parte que fala sobre os cabelos que escondem a face, já dava para imaginar os detalhes da cena. Gostei rapaz! A poesia é assim, sutil. Parabéns!!